19 de outubro de 2014

STM condena ex-cabo por agredir novatos durante trote em quartel

Agredir calouros durante trote não pode ser considerado crime de menor potencial ofensivo. Assim entendeu o Superior Tribunal Militar ao manter condenação de seis meses de detenção a um ex-cabo envolvido em ritual de iniciação no 2º Batalhão de Infantaria Leve, em São Vicente (SP).
Com o envolvimento de mais oito cabos, o réu convidou militares recém-promovidos para uma confraternização. Quando os novatos chegaram, foram amarrados e agredidos com tapas e queimados com um ferro de passar roupa. Todos foram denunciados por lesão corporal, crime previsto no artigo 209 do Código Penal Militar.
No julgamento de primeira instância, a auditoria militar de São Paulo condenou os cabos. A Defensoria Pública da União levou recurso ao Superior Tribunal Militar somente a favor do ex-cabo, que recebeu a maior pena: seis meses de detenção.
A DPU argumentou que o fato aconteceu em um contexto de trote, “sendo impossível a negação de que os rituais não são difundidos pelas mais diversas culturas e corporações, ao longo da história”. Segundo a defesa, os trotes são tolerados e até fomentados como rito de passagem à integração do indivíduo ao grupo. Ainda de acordo com a DPU, o ofendido consentiu em participar do evento promovido pelos superiores e que não houve coação no acordo. Portanto, o consentimento da vítima excluiria a ilicitude do ato.
Para a ministra Maria Elizabeth, relatora da apelação, “a integridade física só pode ser encarada como um bem relativamente disponível se não atentar contra a moral e os bons costumes. Não estamos diante de crime de menor potencial ofensivo, nem mesmo de consentimento voluntário, portanto, não há falar em disponibilidade da plenitude corporal. Será que algum daqueles jovens militares, na circunstância em que se encontravam, sob a ameaça de que mal pior poderia advir-lhes, teria condições de se insurgir contra a covarde investida dos veteranos? A resposta só pode ser negativa”. Com informações da Assessoria de Imprensa do STM.
ConJur/montedo.com

Maior avião brasileiro será apresentado em São Paulo

KC-390, A MAIOR E MAIS SOFISTICADA AERONAVE BRASILEIRA SERÁ APRESENTADA EM SP
Evento será na terça-feira (21) às 11 horas no hangar da Embraer em Gavião Peixoto, interior paulista
Um grande marco para a aviação e especialmente para a Força Aérea Brasileira (FAB). Na próxima terça-feira (21/10) todas as atenções estarão voltadas para a apresentação (rollout) da aeronave KC-390, desenvolvida pela EMBRAER a partir dos requisitos estabelecidos pela FAB.
A Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), é responsável pela condução do projeto. A primeira aparição pública do novo protótipo do avião cargueiro ocorre na cidade de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, às 11 horas.
“O KC-390 representa para a Força Aérea Brasileira e para a indústria nacional o ápice, o coroamento da nossa capacidade de emitir requisitos e principalmente a capacidade da nossa indústria nacional de desenvolver um produto aeroespacial de última geração”, ressalta o Brigadeiro do Ar José Augusto Crepaldi Affonso, presidente da COPAC.
Com investimento total de R$ 12,1 bilhões de reais, sendo R$ 4,9 bilhões para o desenvolvimento da aeronave e R$ 7,2 bilhões para a aquisição das 28 unidades, o KC-390 deverá se tornar a espinha dorsal da aviação de transporte na FAB. Versátil, o avião vai cumprir missões como operar em pequenas pistas na Amazônia, lançar paraquedistas, realizar buscas, reabastecer outras aeronaves em voo, pousar na Antártica e lançar carga em pleno voo, dentre outras.
O avião representa o que há de mais moderno em termos de aviônica. O sistema possui uma interface intuitiva, facilitando a interação homem máquina e reduzindo a carga de trabalho da tripulação, aumentando assim a consciência situacional. As telas de alta resolução permitem que a tripulação tenha fácil acesso às informações necessárias para o cumprimento das mais variadas missões, e podem também ser configuradas da forma mais adequada para as diferentes fases da missão.
O sistema é também totalmente compatível com as mais avançadas normas de CNS/ATM em vigor na atualidade. O KC-390 também será dotado do sistema fly by wire, tecnologia onde os comandos são acionados totalmente de forma elétrica, dispensando a utilização de cabos e hastes.
Equipado com um par de turbinas a jato, o KC-390 traz vantagens sobre o turboélice C-130 Hércules, atualmente utilizado pela FAB para essas missões. Enquanto o antecessor, em sua versão mais moderna, não passa dos 671 km/h, o avião brasileiro irá voar a 850 km/h.
“A aeronave vai fazer tudo o que o C-130 faz. Melhor e mais rápido”, diz o Coronel Sérgio Carneiro, engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), gerente do projeto na COPAC. 
Outras vantagens são o menor custo de manutenção e sua autonomia. Um KC-390 poderá decolar de Brasília e chegar sem escalas a qualquer capital brasileira com 23 toneladas de carga, sua capacidade máxima. Nas asas, o avião poderá levar até 23,2 toneladas de combustível.
Além de alimentar as próprias turbinas, também será possível fazer o reabastecimento em voo (REVO) de outros aviões ou helicópteros. É por isso que a aeronave é chamada de KC: C de Carga e o K de tanker, ou reabastecedor, em inglês. O KC-390 também terá a capacidade de ser reabastecido em voo por outras aeronaves.
O compartimento de carga terá 18,54 metros de comprimento, um pouco maior que uma quadra de vôlei. A largura é de 3,45 metros e a altura é de 2,95 metros. O espaço é suficiente para acomodar equipamentos de grandes dimensões, além de blindados, peças de artilharia, armamentos e até aeronaves semi-desmontadas.
O blindado Guarani e o helicóptero Blackhawk, por exemplo, cabem dentro do compartimento de carga do KC-390. Também poderão ser levados 80 soldados em uma configuração de transporte de tropa, 64 paraquedistas, 74 macas mais uma equipe médica ou ainda contêineres, carros blindados e outros equipamentos.

Busca
Uma das missões que o KC-390 vai cumprir é a de busca. É quando o avião decola para localizar algo, como uma aeronave ou uma embarcação perdida, por exemplo. Nesses voos, as janelas são substituídas por modelos maiores, em formato de bolha, que proporcionam uma visão melhor aos observadores.
Por outro lado, as bolhas causam arrasto aerodinâmico, o que reduz a velocidade e aumenta o consumo de combustível. É assim que acontece com algumas aeronaves, quando configuradas para a missão de busca, como os SC-105 Amazonas usados atualmente.
No KC-390, uma solução criativa vai resolver o problema: a janela será trocada em voo. A diferença será perceptível no caso de missões de busca que acontecem longe da base de operação, como foi o caso da tragédia com o voo da Air France, em 2009, quando a área de buscas ficava a mais de 600 km da ilha de Fernando de Noronha (PE).
Em uma situação assim, o KC-390 poderá decolar em sua configuração normal e voar alto e rápido. Somente no local a tripulação irá voar em uma altitude mais baixa, substituir as janelas e aí sim voar mais lentamente. No retorno, uma nova reconfiguração para poupar combustível. Na prática, isso permitirá chegar mais rapidamente ao local de buscas e ter maior tempo de voo disponível para a missão em si.
Outra inovação perceptível no KC-390 é o perfil da sua cabine de pilotagem. A visão muito mais ampla fará diferença em situações estritamente militares, como o lançamento de cargas e o voo de penetração no território inimigo a baixa altura. “Lembrando que esse é um avião de combate. Ter a maior visibilidade para detectar uma ameaça e fazer uma manobra será um diferencial”, analisa o Coronel Carneiro.
Para 2016, são aguardadas as primeiras entregas das 28 unidades adquiridas pela FAB. A grande diferença do KC-390 em relação a outros projetos já desenvolvidos pela indústria nacional é que dessa vez o avião já nasce com exportações bem encaminhadas. Argentina, Chile, Colômbia, Portugal e República Tcheca confirmaram a intenção de obter as aeronaves.
A estimativa é alcançar mais de cem unidades produzidas na primeira década, a maioria para substituir os turboélices C-130 Hércules, aeronaves fabricadas nos Estados Unidos desde a década de 50 e que somam um total de 2.400 unidades em 70 países. Quando a linha de montagem estiver ativa, a expectativa da Embraer é gerar mais de 12 mil empregos diretos e indiretos.
 Defesa Net/montedo.com

18 de outubro de 2014

Lamarca: de celerado a general.

Tribunal reconhece direito de Lamarca a promoção
Capitão, executado em operação da ditadura em 1971, será promovido post mortem à patente de coronel, com proventos de general de brigada
Roldão Arruda
Com Fausto Macedo
Em decisão histórica, o Tribunal Regional Federal da 3.ª Região reconheceu o direito à promoção do capitão do Exército Carlos Lamarca, morto durante a ditadura militar. Ele será promovido a coronel, com proventos de general de brigada (duas estrelas).
A sentença põe fim a um tabu das Forças Armadas, segundo o qual o militar seria um desertor, sem direito a promoções. A ação judicial vinha tramitando, com idas e vindas, desde 1993.
Lamarca morreu no dia 17 de setembro de 1971, aos 34 anos de idade. Foi executado no sertão da Bahia, no município Brotas de Macaúbas, após ter sido cercado por agentes da chamada Operação Pajuçara, sob o comando da 6.ª Região Militar.
Dois anos antes ele havia abandonado suas atividades no 4.º Regimento de Infantaria, em Quitaúna, município de Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, para juntar-se a grupos de esquerda que propunham a resistência armada à ditadura. Com um histórico militar brilhante, no qual era apontado como “disciplinado e disciplinador”, fez parte do movimento conhecido como Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).
Agora, em votação unânime, uma das sessões da corte federal acolheu ação rescisória movida pela família de Lamarca, a viúva Maria Pavan Lamarca, de 77 anos, e os filhos do casal, César e Cláudia, contra sentença de primeiro grau que não havia reconhecido o direito à promoção após a morte do oficial.
O relator foi o desembargador José Marcos Lunardelli. Seu voto foi acompanhado pelos outros magistrados da sessão.
“Reconhecemos a promoção (de Lamarca) ao posto de coronel, com soldo de general de brigada, tal como a Comissão da Anistia declarou”, observou o desembargador Lunardelli. “A decisão seguiu o que já havia sido declarado na esfera administrativa.”
O relator esclareceu que na primeira instância já havia sido reconhecida a condição de anistiado de Lamarca, mas não o direito às promoções post mortem. “Reconhecemos esse direito à família”, declarou.
A sentença de primeira instância também havia limitado os efeitos financeiros da medida a partir da Constituição (1988). A ação rescisória, contra a sentença da 7.ª Vara Federal de São Paulo, de 1993, buscou corrigir aquele bloqueio da promoção, com base no artigo 8.º do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias.
A 7.ª Vara reconheceu expressamente que Lamarca não foi um desertor, mas caiu na clandestinidade porque sofria ameaças no quartel. Aquele decisão limitou, no entanto, a promoção até o posto de capitão – para efeitos de indenização e pagamento de pensão para a viúva.

RECONHECIMENTO
A advogada da família, Suzana Angélica Paim Figueredo, do escritório Luiz Eduardo Greenhalgh, sustentou na ação rescisória que o Ato de Disposições Transitórias não impunha limites às promoções.
A rescisória foi ajuizada em novembro de 2006, visando apenas um ponto: o direito à promoção sem obstáculos até o posto de general de brigada. “Um julgamento dessa natureza, além de se fazer Justiça, representa um respeito às práticas das normas constitucionais, notadamente da anistia”, comemorou Suzana Figueredo.
Para Suzana, o voto do relator Lunardelli “dá a exata dimensão do fortalecimento da Constituição, do ponto de vista jurídico”.
“Do ponto de vista político e histórico, a decisão do Tribunal é extraordinária. É o reconhecimento da luta daqueles que se colocaram corajosamente contra a ditadura, dos cidadãos iguais a Lamarca”, argumenta a advogada.
Lamarca foi beneficiado inicialmente pela Lei da Anistia, de 1979. Mais tarde, em 1996, por meio de processo na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, o Estado brasileiro reconheceu sua responsabilidade pela morte do militar; e determinou o pagamento de indenizações à família. Por essa época, a viúva e os filhos já vinham tentando obter na Justiça o direito a promoção.
No julgamento do caso na Comissão Especial, o general Oswaldo Pereira Gomes, que fazia parte do grupo, votou contra o reconhecimento da responsabilidade do Estado e do pagamento de indenizações. O jurista Miguel Reale Jr., que presidia o grupo, destacou que Lamarca foi vítima de execução. “Havia nas circunstâncias pelo domínio da situação por parte das forças do Estado, que poderia facilmente prender a ambos os guerrilheiros ao invés de tê-los abatido a tiros.”
Estadão, via GGN/montedo.com

Memória do blog:
LAMARCA: HOMENAGEM A UM CELERADOHiram Reis e Silva
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. (Rui Barbosa)
- Capitão Carlos Lamarca vai ser homenageado na Bahia
“Nos próximos dias 19 e 20 de setembro, Brotas de Macaúbas (BA), pequena cidade encravada nos contrafortes da Chapada Diamantina, vai ser palco de homenagens a Carlos Lamarca, o capitão do Exército Brasileiro que se rebelou contra a ditadura militar e morreu fuzilado, em 17 de setembro de 1971, tentando iniciar a luta armada no campo. Desde 2001, a igreja católica e pastores evangélicos realizam a Celebração aos Mártires, um ato ecumênico no lugarejo chamado Pintadas, no exato local onde o militar rebelado e seu companheiro Zequinha Campos Barreto foram assassinados”. (Fonte: Maria Sena e Roque Aparecido da Silva - organizadores)
“O Capitão Lamarca não possui um QI satisfatório, à altura de ser um líder revolucionário. É um elemento de caráter volúvel, não tem posição definida, suas decisões são tomadas seguindo suas tendências emocionais. Suas qualidades militares são limitadas, tem limites de aproveitamento prático do conhecimento técnico que possui. É pouco engenhoso. O valor político que possui para ser um líder de esquerda lhe foi dado pela imprensa”.
(José Araújo da Nóbrega, da Vanguarda Popular Revolucionária)
- Biografia de LamarcaO ex-Capitão Carlos Lamarca, filho de Antonio Lamarca e Gertrudes da Conceição Lamarca, nasceu no bairro do Estácio, zona norte do Rio de Janeiro, em 23 de outubro de 1937. Ingressou, em 1º de abril de 1955, na Escola Preparatória de Porto Alegre (EPPA), RS, depois de ter sido reprovado por duas vezes nos exames de admissão. Dois anos mais tarde, foi transferido para a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, RJ. Na Academia, teve contato com a ideologia do jornal 'A Voz Operária', do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que era colocado, por militantes, sob os travesseiros dos cadetes. Clandestinamente, participava de grupos de estudo do marxismo-leninismo, tornando-se simpatizante do PCB. Ainda como cadete, foi obrigado a se casar com a irmã de criação, Maria Pavan, por tê-la engravidado. Concluindo o curso, foi declarado Aspirante a Oficial classificado em 46º lugar, numa turma de 57 cadetes (1960).
Iniciou sua carreira no 4º Regimento de Infantaria, em Quitaúna, na cidade de Osasco, SP. Integrou o Batalhão Suez, fazendo parte das Forças de Paz da ONU na região de Gaza (Palestina), retornando dezoito meses depois. Servia na 6ª Companhia de Polícia do Exército, em Porto Alegre, quando eclodiu a Revolução de 31 de março de 1964. Classificado, novamente, no 4º Regimento de Infantaria, em Quitaúna, em 1965, foi promovido a capitão em 1967.
-Trajetória de um traidor“Entre suas façanhas mais notáveis estão dois assaltos a banco que resultaram na morte do gerente Norberto Draconetti e do guarda-civil Orlando Pinto Saraiva - morto com um tiro na nuca e outro na testa, disparados pelo próprio Lamarca; a ação no Vale do Ribeira em que torturou e assassinou cruelmente o tenente Alberto Mendes Júnior, esfacelando-lhe o crânio a coronhadas; e o assassínio do agente da Polícia Federal Hélio Carvalho de Araújo, durante o seqüestro do embaixador suíço”. (Editorial do ‘O Estado de São Paulo)
No início do ano de 1969, Lamarca já era investigado como suspeito de envolvimento com a subversão e o aliciamento de colegas de farda. O plano de roubar o armamento do depósito de armas de um quartel do Exército foi frustrado pela ação da Polícia Civil e do Exército que prendeu alguns terroristas e apreendeu o caminhão que estava sendo preparado para o roubo do armamento. Mesmo assim, Lamarca e o sargento Darcy Rodrigues conseguiram retirar do quartel 63 fuzis, 3 metralhadoras e uma pistola, desertando, a seguir, como membro da ‘Vanguarda Popular Revolucionária’ (VPR). O roubo do armamento só foi descoberto no dia seguinte, 25 de janeiro de 1969.
O II Exército publicou um edital, em 27 de janeiro de 1969, intimando-o a comparecer ao 4º Regimento de Infantaria, pois as Polícias do Exército, Federal e Estadual haviam interrogado elementos comprometidos com assaltos a bancos, roubos de dinamite e assassinatos que confessaram ter estreitas ligações com Lamarca. A VPR nomeou Lamarca um dos seus dirigentes e mandou para Cuba as famílias dele e do Sargento Darci Rodrigues, pois considerava que os familiares de ambos seriam perseguidos pelas forças de segurança. Lamarca comprou um sítio no vale do Ribeira que foi utilizado como base de treinamento de guerrilheiros até a prisão de Chizuo Ozawa, o ‘Mário Japa’, em 27 de fevereiro, que tinha conhecimento da localização da área. Preocupado em libertá-lo, Lamarca exigiu o seqüestro de um diplomata.
No dia 11 de março de 1970, após terminar seus trabalhos no consulado, Nobuo Okuchi, Cônsul do Japão, dirigia-se para a sua residência oficial, quando o carro dirigido por Hideaki Doi foi interceptado e o cônsul foi retirado de dentro do carro, sob a ameaça de armas, e conduzido para um Volksvagen vermelho. Nobuo foi trocado, mais tarde, por cinco presos, dentre os quais ‘Mário Japa’.
No dia 11 de junho, integrantes da VPR aprisionaram o embaixador da República Federal da Alemanha no Brasil, Ehrenfried von Holleben, e exigiram em troca a liberdade de 40 presos políticos. Cinco dias depois, os presos seguiram para a Argélia e o embaixador foi libertado.
No dia 7 de dezembro de 1970, um grupo de militantes da VPR, chefiado por Lamarca, seqüestrou o embaixador da Suíça no Brasil, Giovani Enrico Bucher. O carro era dirigido por seu motorista, Hercílio Geraldo, e escoltado pelo agente da Polícia Federal Helio Carvalho de Araújo. Após ter interceptado o veículo, Lamarca abriu a porta e desfechou dois tiros no agente, à queima-roupa, que veio a falecer 3 dias depois. O grupo condicionou a libertação do embaixador à liberação e embarque para o Chile de 70 presos políticos depois da divulgação do ‘Manifesto ao Povo Brasileiro’.
O cerco a Lamarca começou em março de 1971, com a prisão de uma subversiva no Rio que revelou a transferência das atividades da VPR para o Nordeste. Em agosto, as autoridades estouraram um aparelho em Salvador e encontraram a amante de Lamarca, Iara Iavelberg, que se suicidou com um tiro no coração. Lamarca foi perseguido pelos órgãos de segurança durante quase três anos.
“No meio da tarde de uma sexta-feira, sob o ardente calor de 40 graus da caatinga do sertão baiano, uma equipe de agentes, aproximando-se passo a passo, vislumbrou os dois homens que descansavam à sombra de uma baraúna, no lugarejo de Pintada, município de Oliveira dos Brejinhos. À voz de prisão, tentaram sacar suas armas. Duas rajadas curtas mataram os dois homens. Um deles era José Campos Barreto, o Zequinha, morador da região. O outro, também conhecido por ‘Renato’, ‘Célio’, ‘Sylas’, ‘João’, ‘César’, ‘Cid’, ‘Cláudio’, ‘Paulista’ e ‘Cirilo’, era Carlos Lamarca, ex-Capitão do Exército, ex-dirigente da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e da Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares (VAR-P), naqueles tempos já militante do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8) e escondido no interior da Bahia”. (F. Dumont)
- Lamarca, o “herói do Vale do Ribeira”“Me recuso a compará- lo com Luís Carlos Prestes. Primeiro porque Prestes era um oficial brilhante, primeiro de turma, tinha grande influência sobre os companheiros. A Coluna Prestes nunca foi batida. Lamarca, não; era medíocre. Atirou em dois sentinelas, matando-os. Também matou um refém, um tenente. Esse crime, para nós militares, é dos mais repulsivos: matar um refém! E matou a coronhadas”.
(ex-Senador Jarbas Passarinho)
O tenente da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Alberto Mendes Júnior, comandava uma pequena tropa, quando foi atacado e feito prisioneiro pelo grupo de Lamarca, do qual faziam parte Diógenes Sobrosa de Souza, Ariston de Oliveira Lucena, Yoshutane Fugimori, Gilberto Faria Lima, Edmauro Gopfert e José Araújo da Nóbrega. Esse grupo, conforme consta dos autos do inquérito feito pela Polícia Militar que serviu de base à denúncia na 2ª Auditoria do Exército, “havia se instalado na região do Vale do Ribeira para treinamento de guerrilha, com a finalidade de promover a luta armada, para a derrubada das instituições sociopolíticas vigentes e instalação de um regime marxista-leninista no Brasil”.
Lamarca permitiu que o tenente transportasse os feridos para serem socorridos, mas conservou em seu poder, como reféns, os soldados não atingidos pelo tiroteio. Mendes Júnior entregou os feridos a uma patrulha da PM e voltou, sozinho e desarmado, para garantir a libertação dos reféns. Ao tomar conhecimento de que seus soldados haviam sido abandonados no mato, Mendes Júnior interpelou os guerrilheiros. Lamarca respondeu que os soldados estavam bem e, tendo o tenente Mendes dito que havia cumprido a promessa de não denunciá-lo, advertiu: “Você vai conosco; se não houver tropas pela frente, você poderá seguir tranqüilo”.
Como apareceu outra patrulha e dois guerrilheiros se perderam do grupo, Lamarca suspeitou que Mendes Júnior os havia denunciado. Ao depor em juízo, Ariston Lucena relatou, segundo o processo, como o oficial foi julgado e morto: ‘Lamarca colocou para nós que o tenente Mendes era responsável pela queda de dois companheiros, mas o tenente negou tal acusação, dizendo que provavelmente aquela emboscada seria obra de soldados dele; que responderam ao tenente que os soldados da ditadura não têm iniciativa própria, que o tenente Mendes é o responsável, tinha traído o compromisso, ocasião em que o tenente se calou, aduzindo o interrogando (Ariston Lucena) que quem cala consente...’
Ariston assim descreveu a morte do tenente: ‘Lamarca chamou Fugimore de lado, mandando que este executasse o tenente; que todos nós silenciamos, porque estávamos em pleno acordo e irritados com o tenente, que havia traído a nossa confiança; que então Fugimore se aproximou do tenente Mendes, pelas costas, de surpresa, deu-lhe uma coronhada, e depois outra, provavelmente umas quatro, até que o tenente morreu...’ (Estado de São Paulo 04/11/2007)
- Lamarca, o símbolo da “resistência radical”
“É uma recompensa a quem queria instaurar uma ditadura socialista no Brasil; Lamarca não combateu em nome da democracia”.
(Leôncio Martins Rodrigues)
No dia 13 de junho de 2007, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça concedeu a patente de coronel do Exército a Carlos Lamarca, considerado pela esquerda escocesa um símbolo da resistência radical à ditadura militar. Além da promoção, a comissão reconheceu a condição de perseguidos políticos da viúva de Lamarca e de seus filhos, César e Cláudia Lamarca, concedendo aos três uma indenização de R$ 100 mil para cada um.
Senador Aloizio MercadanteO senador defendeu a revisão dos critérios usados pela Comissão de Anistia para promover ‘post-mortem’ o desertor Carlos Lamarca. Em entrevista à Rádio BandNews Brasília, o senador lembrou que a anistia deve servir para os dois lados, por isso não concorda que os familiares de Lamarca passem a receber pensão de general, enquanto não receba o mesmo tratamento a família do soldado Mário Koze Filho, morto em 1968 pelo grupo guerrilheiro VPR do qual Lamarca era dirigente.
Millôr FernandesTambém perseguido e censurado pelo Regime Militar questionou: “Quer dizer que eles pegam em armas contra o governo, perdem, e depois ganham dinheiro por que perderam? Isso não foi Revolução, foi Investimento!”.
Reinaldo Azevedo“Os terroristas não sabiam, mas estavam investindo em seu patrimônio. Ou da família. Até gente que nunca atirou uma pedra com estilingue e não correu risco de levar pito nem do síndico recebeu indenizações milionárias como "vítima da ditadura". Lula é um pensionista, imaginem... Frei Chico, seu irmão, aquele que se identifica como ‘Roberto’ (ou seria algum ‘Roberto’ se fazendo passar por Frei Chico?) tem direito a R$ 3.760 por mês e indenização de R$ 461 mil. Ficou 16 dias preso. Nunca encostaram a mão em um fio de sua barba - nem na de Lula, que nunca deixou de receber salário do sindicato ou do PT. Ainda há quase 30 mil pedidos de pensão sendo analisados. O programa Bolsa-Terrorismo já soma quase R$ 2,3 bilhões em indenizações e custa R$ 28 milhões por mês em pensões. É um esculacho, uma piada grotesca.
O caso Carlos Lamarca, acho eu, passou da conta. É mais escandaloso do que a indenização milionária e pensão nababesca de Carlos Heitor Cony, que foi muito perseguido pela ditadura em sua sala revestida de mármore rosa na antiga Manchete... Lamarca desertou do Exército em 1969 para integrar uma facção terrorista. Ele abriu mão de ser um militar. Morreu em 1971. Mas, antes, matou muita gente. Mesmo assim, a Justiça Federal já havia concedido pensão à viúva em 1993, correspondente a R$ 9.963,98, o valor pago a um coronel do Exército. Ele morreu como capitão, mas a pensão é sempre paga segundo o valor da patente imediatamente superior. Ontem, a comissão do Ministério da Justiça que cuida do caso resolveu ‘promovê-lo’ a coronel - e o valor pago à viúva passou a ser o de soldo de general: R$ 12.152,61. Promoção por quê? Por relevantes serviços prestados à nação? Por ter tentado implantar no Brasil um regime que, em caso de sucesso, não teria matado menos de alguns milhões? Ah sim: a diferença é retroativa a 1988!!!
Só isso? Não, senhor! A mulher e os dois filhos receberão, cada um, R$ 100 mil a título de indenização. Se Lamarca tivesse sido premiado por cadáver que fez, certamente teria rendido menos. Pelo visto, também estão pagando por aqueles que ele faria se tivesse logrado êxito em sua empreitada. Acho que chegou a hora de se fazer, com efeito, uma grande reportagem sobre esses heróis. Sobretudo, é preciso saber qual era a utopia pela qual lutavam - e que hoje nos custa tão caro.
PS: Só para registro. Defendo que se pague indenização para quem, preso pelo Estado, morreu em razão de tortura. Aí, sim. Todo o resto, incluindo a decisão de morrer com uma arma na mão, é uma questão de escolha. O Brasil não deve nada a esses caras, incluindo a democracia, que eles tanto detestavam”.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Deixa o Brad Pitt pros gringos! Sou mais a Angelina Jolie.

Famoso por famoso, sou mais a Angelina Jolie, que pernoitou na base brasileira no Haiti, em fevereiro de 2010. Hoje general, o então coronel Ajax, comandante do BRABATT, não conseguiu disfarçar a expressão de felicidade. E tinha seus motivos.Não é todo dia que se tira uma foto ao lado da mulher mais bela do mundo.

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O SUS dos milicos.

Inquérito investiga hospital inacabado
As obras inacabadas no hospital da Base Aérea de Santa Cruz (Basc) viraram alvo da Justiça
Obras do HBASC vão parar na Justiça (Arte de Victor Nieva)
Rio - As obras inacabadas no hospital da Base Aérea de Santa Cruz (Basc) viraram alvo da Justiça. A Força Aérea Brasileira solicitou à Procuradoria Regional da União no Estado do Rio de Janeiro abertura de ação contra a empresa Prescon por “inexecução contratual” da unidade de saúde, cujas obras estão paradas há sete anos. O interior do hospital está deteriorado e vem servindo de depósito de entulho.
Enquanto isso, militares somente podem fazer inspeções de saúde no Centro de Medicina Aeroespacial (Cemal), na Ilha do Governador, apesar de haver outras unidades mais próximas ou menos lotadas, como Hospital Central da Aeronáutica (HCA), no Rio Comprido, Hospital da Força Aérea (Hfag), no Galeão, e o Hospital de Aeronáutica dos Afonsos, que fica no bairro de Guadalupe.
A FAB informa à coluna que, ao contrário das queixas, a unificação das inspeções permite desafogar os hospitais da Força Aérea no Rio. “A concentração das inspeções no Cemal facilita a ampliação do banco de prontuários médicos dos militares e o acesso aos dados”, explicou a nota, informando que o Cemal é referência nacional em perícias médicas para civis e militares.

MARTÍRIO: EXAME APÓS 3 MESES
O martírio do militar para conseguir ser atendido no Centro de Medicina Aeroespacial começa antes de ir ao local. Para marcar uma consulta na unidade de saúde da FAB, o militar tem somente das 8h às 12h para conseguir os agendamentos, que, em muitos casos, são feitos somente para depois de três meses.

OBRIGATORIEDADE: FARDADOS SOB RISCO
Outra queixa recorrente dos militares da FAB que precisam ir ao Cemal é a obrigatoriedade de estarem fardados na consulta. Muitos reclamam que correm risco por estarem uniformizados, já que precisam sair de casa de madrugada para chegarem cedo no hospital e depois seguirem para seus respectivos quartéis.

OBRIGATORIEDADE II: REGRA NÃO MUDARÁ
Sobre a obrigatoriedade do militar estar fardado para o atendimento de saúde, a Aeronáutica também informou à coluna que “para ingressar em toda unidade militar, inclusive em hospitais militares, o uso do uniforme nas dependências é obrigatório, exceto em caso de emergência médica”. E essa regra não será alterada.

MADRUGADA NA FILA: SONO PROIBIDO
O sofrimento dos militares que precisam usar o serviço de saúde da Aeronáutica já foi pior. Para serem atendidos e voltarem aos seus quartéis, muitos militares chegavam por volta das 4h e alguns dormiam nas filas do HCA. Até que a FAB resolveu o problema ao proibir os militares de dormirem na porta do hospital.
Força Militar (O DIA)/montedo.com

PA: familiares de militares acidentados reclamam de falta de assistência.

Eles afirmam que o BEC não está acompanhando as vítimas.
Caminhonete capotou no KM 127 da Rodovia BR-163.
Rafael Gilvan foi transferido para um hospital particular nesta sexta-feira (Foto: Karla Lima/G1)
Rafael Gilvan foi transferido para um hospital particular nesta sexta-feira (Foto: Karla Lima/G1)
Karla Lima
Do G1 Santarém
Familiares de três militares que estavam numa caminhonete que capotou com 18 pessoas na Rodovia BR-163, no dia 13 de outubro, reclamam da falta de assistência do 8º Batalhão de Engenharia e Construção (8º BEC). Dos cinco que permanecem internados, quatro estão em um hospital particular de Santarém, oeste do Pará, e o que foi transferido para o Hospital Geral do Exército, em Belém, segundo a família, corre risco de ficar sem andar.
Segundo o irmão, soldado Anderson Broni corre risco de não voltar a andar (Foto: Arquivo Pessoal)
Segundo o irmão, soldado Anderson Broni corre
risco de não voltar a andar (Foto: Arquivo Pessoal)
De acordo com Gerson Broni, irmão do soldado Anderson da Silva Broni, de 20 anos, que sofreu uma lesão grave na coluna, a transferência do militar para Belém só ocorreu quatro dias após o acidente. “Ficamos insatisfeitos inicialmente com a demora da viagem para Belém, porque ele precisaria fazer a cirurgia o quanto antes. A gente pediu um lugar melhor para ele ficar e para isso foi necessário conseguirmos advogado que pressionou o Batalhão. Lá no hospital, o médico disse que não adiantava fazer cirurgia, que não tinha mais jeito, na maior brutalidade disse que não sabia se ele ia voltar a andar. Ele falou para os meus pais: ‘o teu filho não anda mais, não sei se vai adiantar fazer cirurgia’”.
Gerson Broni reclamou também da forma como o irmão dele foi encaminhado ao Pronto Socorro Municipal (PSM) após o acidente. Segundo ele, o soldado Anderson foi colocado na carroceria de outro veículo até o hospital.
Elizabeth Maciel, mãe de Pablo; Gerson Broni, irmão de Anderson e Maria Elizete, mãe de Pedro (Foto: Karla Lima/G1)
Elizabeth Maciel, mãe de Pablo; Gerson Broni,
irmão de Anderson e Maria Elizete, mãe de Pedro
(Foto: Karla Lima/G1)
Elizabeth do Amparo Maciel, mãe do soldado Pablo Vinícius Maciel de Lima, de 19 anos, que fraturou um osso da perna, também demonstrou insatisfação quanto ao acompanhamento do Batalhão. “O BEC não teve nem o bom senso de informar a família. Após o socorro, o meu filho ficou rodando de um hospital pra o outro por falta de espaço. Falaram que iam ser operados no dia seguinte e nada. Somente depois de vir para o hospital particular é que tivemos um melhor atendimento, mas antes faltou muito apoio. No municipal, a família de outro não podia entrar, não tinha material para o paciente. Eles falaram na imprensa que tudo estava estabilizado e não foi isso que ocorreu. Quem veio do interior não tem alimento, é preciso ficar se sustentando de doações”.
O soldado Rafael Gilvan Ferreira Figueira, de 19 anos, foi transferido no fim da manhã desta sexta-feira do PSM para um hospital particular. A mãe dele, Gilvana Ferreira Figueira contou que o rapaz foi arremessado do veículo durante o capotamento, desmaiou e sofreu fratura na perna, na clavícula, no braço, na bacia, e uma perfuração no pulmão. “Não tinha ninguém deles aqui, acompanhando. Estou aqui o dia todo, meu marido é deficiente e ele que tem que trazer comida para mim. Estamos desamparados porque só fizeram jogar no leito e agora, quatro dias depois que começaram a demonstrar assistência. Meu maior medo é meu filho saia com sequelas. Dói muito meu coração porque ele é meu único filho”.
A falta de informação sobre como o capotamento ocorreu também gerou insatisfação. Conforme as famílias, os únicos detalhes são os que foram contados pelos militares. “Eles estavam em um caminhão todo irregular. Estão escondendo informações, vão investigar se foi erro mecânico, mas as vítimas nos falaram que ocorreu desentendimento do sargento que era motorista com o grupo, e quando chegou numa descida com curva, o sargento acelerou, não conseguiu dobrar, e capotou. Isso foi muita imprudência”, enfatizou Gerson Broni.
Após capotamento, caminhonete ficou destruída (Foto: Reprodução/TV Tapajós)
Após capotamento, caminhonete ficou destruída (Foto: Reprodução/TV Tapajós)
De acordo com familiares, na quinta-feira a equipe de Saúde e de Assistência Social do Batalhão informou que os soldados internados em Santarém não serão mais transferidos para Belém e devem fazer cirurgia no hospital particular na segunda-feira (20), entre eles, Jackson Eduardo Santos da Silva e Pedro Emanuel Paes Batista.
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8º BEC
Em nota, o Comando do Batalhão informou que desde o início prestou assistência de saúde às vítimas. Conforme os resultados dos exames, as vítimas foram liberadas ou transferidas para Hospitais particulares na cidade, a fim de prosseguirem no tratamento indicado para cada caso.
O ferido mais grave foi transferido, em UTI aérea, para Belém no último dia 16, após o aval do neurologista, a fim de realizar uma cirurgia ortopédica especializada. Outros militares permanecem internados em hospitais da cidade, realizando exames complementares, tendo cirurgia ortopédica agendada para segunda-feira (20).
O Batalhão acompanha cada militar que permanece hospitalizado, mantendo contato diário com os familiares, a fim de oferecer toda a assistência. A apuração das causas do acidente é objeto de um Inquérito Policial Militar instaurado pelo Batalhão.
G1/montedo.com

A infraestrutura na mira do exército

Militares criam um sistema para vigiar grandes obras no País. A tecnologia, que será adotada pelo Ministério do Desenvolvimento, vai permitir a qualquer cidadão monitorar em tempo real a execução de projetos públicos
O orçamento da usina de santo antônio, no rio madeira, estourou em R$ 1,5 bilhão
O orçamento da usina de Santo Antônio, no rio Madeira, estourou em R$ 1,5 bilhão ( foto: Divulgação)
Rodrigo Caetano
Pergunte a um engenheiro qual é a fase mais importante de uma obra. Ele, provavelmente, vai responder que é o projeto. Se bem-feito, o planejamento garante uma execução sem surpresas. Tratando-se de licitações públicas, esse é um problema generalizado. A falta de informações e de detalhamento da obra pode gerar um edital mal especificado e, posteriormente, os famosos aditivos, que encarecem os contratos. Acabar com esse tipo de situação é a mais recente missão do Exército Brasileiro. No Quartel-General, em Brasília, uma equipe de engenheiros militares trabalha no desenvolvimento de um software capaz de catalogar absolutamente todas as grandes obras realizadas no País.
O projeto é capitaneado pelo general de brigada Marcelo Eschiletti, que comanda a diretoria de obras militares. O sistema, de codinome Opus, já está sendo utilizado pela diretoria, responsável por manter e atualizar os imóveis – como prédios administrativos e quartéis – de propriedade do Exército no País. “A ferramenta me permite ver o que está acontecendo em cada obra, na mesma hora”, afirma o general Eschiletti. “Se há qualquer atraso, fico sabendo.” Desenvolvido no Brasil, com ajuda da empresa americana Autodesk, criadora do AutoCad, software de engenharia mais utilizado do mundo, o sistema Opus chamou a atenção do governo.
Desde o ano passado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), dirigido pelo ministro Mauro Borges, trabalha em parceria com o Exército para replicar o sistema, que estará disponível a todas as empresas participantes de licitações de obras públicas. A ideia é criar uma biblioteca de projetos que servirão de modelo para toda e qualquer obra pública, em especial as de infraestrutura. “Obras são muito semelhantes”, afirma Eschiletti. “Uma estrada, por exemplo, é sempre uma estrada.” Ao padronizar os modelos utilizados, o Exército e o governo esperam acabar com os editais mal elaborados e obras que, no final, acabam custando muito mais do que o previsto.
É o caso, por exemplo, da construção das usinas de Belo Monte, no Pará, e de Santo Antônio, em Rondônia. A primeira, orçada inicialmente em R$ 19 bilhões, em 2010, para ser construí­da em quatro anos, já exigiu um desembolso de R$ 30 bilhões. A segunda estourou o orçamento em R$ 1,5 bilhão. Até o fim deste ano, o Mdic planeja lançar um portal no qual essa biblioteca poderá ser acessada, segundo afirmou Marcos Otávio Bezerra Prates, diretor do departamento de indústria intensiva do ministério, no fim do ano passado. Com o sistema em funcionamento, as empresas que entraram em licitações terão de basear suas propostas em projetos pré-aprovados e bem detalhados.
Além disso, elas terão de apresentá-las em arquivos digitais, o que vai acarretar mudanças na forma de trabalho da iniciativa privada. O Opus exige que as plantas e demais desenhos do projeto sejam feitos em 3D. Os arquivos digitais precisam se adequar a um formato específico, em linha com um conceito chamado modelagem de informações da construção (BIM, na sigla em inglês). Trata-se de uma tecnologia ainda pouco difundida no Brasil. Segundo um estudo da consultoria americana McGraw Hill, especializada no setor, cerca de 70% das empresas que usam esse tipo de sistema o fazem há menos de dois anos e têm, portanto, pouca experiência no assunto.
Além disso, o BIM é utilizado em apenas um terço dos projetos por 75% das construtoras que já o adotaram. O potencial de controle do Opus, no entanto, é muito maior do que a padronização dos projetos a serem licitados. Em demonstração feita à DINHEIRO, o coronel Alexandre Fitzner do Nascimento, um dos responsáveis pelo sistema, mostrou como o software está revolucionando a gestão das obras militares. Na tela do seu computador, um mapa mostrava todas as empreitadas em curso. Dando um zoom no local a ser analisado, ele tem acesso a informações básicas, como orçamento e objetivo.
A cada aproximada, mais dados vão sendo disponibilizados. Em certo ponto, Fitzner acessou imagens transmitidas diretamente do local da obra, além de um desenho em 3D do prédio a ser construído. Com o mouse, ele conseguia fazer um “tour” virtual pela edificação, inclusive em sua parte interna. “Fizemos a gestão de mais de 200 projetos, no ano passado, com apenas sete pessoas”, afirma o coronel. A ideia do Mdic é tornar o sistema aberto a qualquer pessoa que queira consultá-lo, por meio da internet. Para os engenheiros e empresários do setor, será como assistir a um verdadeiro reality show da construção.
ISTOÉDinheiro/montedo.com

Galã no quartel: Brad Pitt visita base americana.

Soldado: Brad Pitt visita quartel na Georgia e faz a alegria de soldados americanos. Veja as fotos!
Na última quinta-feira (16), Brad Pitt e Shia Labeouf tiveram uma experiência diferente. A dupla viajou para o sul dos Estados Unidos para um evento especial no quartel do exército dos Estados Unidos em Columbus, na Georgia. O novo filme deles sobre a Segunda Guerra Mundial foi exibido para os 120 mil soldados locais.
Brad se misturou aos militares e suas famílias antes de subir a bordo de um tanque, onde posou junto com uma arma de grande potência. O ator também tirou fotos com os fãs e deu autógrafos nos cartazes promocionais e folhetos do próximo filme, no qual ele interpreta sargento do exército Wardaddy.
Enquanto isso LaBeouf, que estava de bom humor, também foi simpático e posou para alguns selfies com os soldados. A dupla estava acompanhada por outros colegas de elenco como Michael Pena, Logan Lerman e diretor do filme, David Ayer.
No filme Fury, Brad e Shia são membros do exército de uma divisão de tanques, que tenta atacar o “coração” da Alemanha nazista. O longa é baseado em uma peça de ficção que teve a ajuda de relatos de soldados soviéticos que chegaram até Berlim na batalha de 1945.
Shia LaBeouf também compartilhou sua admiração por Brad, acrescentando: "É Brad Pitt, ele é um herói. Estar perto dele é incrível. Nós o chamávamos de 'Top' o tempo todo, porque ele é isso mesmo”, contou.
Fury será exibido ao público em geral pela primeira vez no Reino Unido durante o Festival de Cinema de Londres, que acontecerá no próximo dia 19 de outubro.
O Fuxico/montedo.com

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