31 de julho de 2014

Brasil é tricampeão mundial militar de vôlei masculino

Brasil é tricampeão mundial militar de vôlei masculino
Foto: Felipe Barra
O vôlei masculino militar do Brasil está em festa. A equipe comandada pelo sargento Anderson Rodrigues, campeão olímpico em Atenas 2004, sagrou-se tricampeã mundial em partida contra a Venezuela, realizada na noite da última terça-feira (29). No jogo, disputado no Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEX), no Rio de Janeiro, o Brasil mostrou sua superioridade vencendo o adversário por 3 x 1 (25/14, 25/19, 16/25 e 25/8).
A conquista marcou o término do 33º Campeonato Mundial Militar de Vôlei Masculino. A equipe brasileira chegou ao título invicta depois de passar por Finlândia, Holanda, China, Catar e Irã.
Promovido pelo Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM), a competição teve duração de uma semana e contou com a participação de 11 países.
A cerimônia de encerramento, que aconteceu ontem, foi presidida pelo secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto da Defesa, general Joaquim Silva e Luna. Na ocasião, a Geração de Prata do vôlei brasileiro foi homenageada pela conquista da histórica medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984. No próximo mês de agosto, a vitória completa 30 anos.

Brasil
A equipe brasileira foi campeã nas três últimas edições do evento: em 2009, 2011 e 2014. Todas foram sediadas no Brasil. O time vencedor é formado por atletas de alto rendimento das Forças Armadas que jogam juntos há cinco anos.
A partir do próximo dia 4 de agosto (segunda-feira), terá início a 11ª edição do Campeonato Mundial Feminino de Vôlei. As partidas acontecem também no CCFEX e têm entrada franca para o público.
(MD ASCOM/FM)
FOLHA MILITAR/montedo.com

Adiada conclusão de inquérito do Exército sobre morte de militar em RR

Felipe Lima morreu após ser atingido por tiro durante ação da Polícia Militar.
Polícia Civil também investiga o caso; Exército aguarda laudo pericial.

Valéria Oliveira
Do G1 RR
Felipe Lima era militar do exército e pertencia ao 10º Grupo de Artilharia de Campanha de Selva (Foto: Arquivo Pessoal)
Felipe Lima era militar do exército e
pertencia ao 10º Grupo de Artilharia
de Campanha de Selva de Boa Vista
(Foto: Arquivo Pessoal)
O Exército Brasileiro em Boa Vista prorrogou por mais 20 dias a conclusão do inquérito instaurado para apurar a morte do soldado Felipe Lima, de 18 anos, durante uma ação da Polícia Militar no dia 6 de junho. A investigação, que deveria ter se encerrado no útlimo dia 29, foi prorrogada devido a falta do laudo pericial que ainda não foi expedido pelo Instituto de Criminalística.
Conforme a assessoria de comunicação do Exército, o documento deverá apontar de que arma saiu o tiro que atingiu o militar, o calibre da arma que realizou o disparo e outros quesitos técnicos. Até esta quinta-feira (31), sete pessoas tinham sido ouvidas, entre elas, militares do exército e policiais militares.
Ainda de acordo com a assessoria, o laudo cadavérico, que indica a causa da morte, já está com o responsável pelo inquérito instaurado no 10º Grupo de Artilharia de Campanha de Selva. Após encerradas as investigações, o processo será remetido à Justiça Militar em Manaus.
Além disso, a Delegacia Geral de Homicídios também apura o caso. Policiais Militares envolvidos na ação são investigados pela Corregedoria da corporação, que investiga o procedimento utilizado na noite da morte de Felipe.

Laudo pericial
Por telefone, a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública do Estado disse que entrou em contato com o delegado Geral de Homicídio e foi informado que, até o momento, nenhum documento foi solicitado por parte do Exército Brasileiro ao cartório da delegacia.
Além disso, a assessoria ressaltou que a solicitação do laudo deve ser feita por meio da Delegacia Geral de Homicídio, tendo em vista que o Instituto de Criminalística não fornece laudos para outros órgãos que não seja a Polícia Civil, salvo em casos de solicitação oficial da Justiça.
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Lembre o caso
Felipe Lima morreu após ser atingido por um tiro durante um acompanhamento tático da Polícia Militar, na madrugada do dia 6 de junho. Segundo informações do major Arcanjo, coordenador de operações da PM, o caso ocorreu na Rua Cerejo Cruz, no Centro de Boa Vista. O pai do jovem relatou que a causa da morte foi um tiro na altura do pescoço, conforme laudo do Instituto Médico Legal (IML).
G1/montedo.com

Reestruturação: Centro de Informações do Exército (CIE) vai priorizar monitoramento dos movimentos sociais.

Exército remodela setor de informações para monitorar movimentos sociais

Leandro Mazzini
Por ordem do alto comando, o Centro de Informações do Exército (CIE) vai se reestruturar e terá papel ativo com atuação prioritária em operações de inteligência, contra-inteligência e monitoramento de movimentos sociais e subversivos. Haverá investimento em tecnologia, diante da ameaça de terrorismo virtual. A readequação era planejada há anos e surge na esteira da convulsão de atuações de black-blocs, sem-teto e sem-terra com atividades similares a guerrilhas urbanas e rurais, diante de provas de ligações destes grupos com organizações criminosas das grandes capitais.

Clipping
Há mais de 20 anos, segundo fontes, a atuação do CIE vinha se limitando a clippagem de notícias e investigações internas do Exército. O setor era forte no regime militar.

Detalhes, não
A assessoria do Exército confirma a reestruturação do Centro de Informações, mas, por motivos óbvios, não informa detalhes nem de como vai atuar daqui para a frente.
ESPLANADA via Corrreio da Bahia/montedo.com

Prazo indefinido: Governo federal prorroga permanência do Exército no Complexo da Maré

O governo federal decidiu prorrogar a permanência do Exército no Complexo da Maré, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. As Forças Armadas ocuparam o conjunto de favelas no início de abril e, inicialmente, ficariam na Maré apenas até o dia 31. A decisão foi tomada em reunião nesta terça (29) no Rio de Janeiro, pelos ministros da Defesa, Celso Amorim, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, a pedido do governador Luiz Fernando Pezão.
No entanto, ainda não está definido até quando o Exército ficará no local. Tampouco foi decidido se o Exército manterá o mesmo contingente de 2,4 mil homens envolvidos na ocupação. Os detalhes do cronograma da futura substituição das Forças Armadas pela Polícia Militar serão acertados em reunião no dia 11 de agosto.
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RJ: governador oficializa pedido de permanência das tropas até dezembro na Maré
RJ: Forças Armadas poderão permanecer mais tempo na Maré
“Há a necessidade de ter uma ação planejada e cuidadosamente analisada em relação à presença das forças de segurança no momento da sua entrada. Operações de segurança têm que ser muito bem planejadas, principalmente uma operação dessa magnitude, que envolve mais de 2 mil homens das Forças Armadas”, disse Cardozo.
O Exército ocupou o Complexo da Maré com o objetivo de preparar o terreno para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no local. O ministro da Justiça também informou que deve manter a Força Nacional de Segurança na ocupação do Morro Santo Amaro, no centro do Rio, iniciada em 2012.
EBC/montedo.com

Herói da FEB morre aos 90 anos

Morre em Santa Maria ex-pracinha da FEB que lutou na Segunda Guerra Mundial
Ivo Ziegler, 90 anos, foi sepultado, com honras militares, na tarde desta quarta-feira
Morre em Santa Maria ex-pracinha da FEB que lutou na Segunda Guerra Mundial Lauro Alves/Agencia RBS
Ex-combatente: Ivo Ziegler morreu aos 90 anos (Foto: Lauro Alves / Agencia RBS)
Morreu em Santa Maria um ex-pracinha que lutou na Segunda Guerra Mundial. Ivo Ziegler, 90 anos, foi sepultado, com honras militares, no Mausoléu da Força Expedicionária Brasileira (FEB), no Cemitério Ecumênico Municipal. Ziegler foi um dos mais de 20 pracinhas da região que participaram da 2ª Guerra, na Itália.
Ele era um dos poucos ex-pracinhas ainda vivos que participaram efetivamente de combates. Pelo feito, recebeu seis condecorações, a última foi a medalha Sangue de Heróis, em 2004.
Para Ziegler, ter participado da guerra era uma questão de patriotismo. Seu avô tinha combatido na Revolução Federalista, seu pai, na de 1923, e um tio, na de 1932. A tradição da família foi mantida quando o Regimento Mallet mandou seus soldados para o combate. Ziegler estava entre eles.
Em fevereiro, ele contou ao Diário que embarcou para o Rio de Janeiro, para treinamento, em dezembro de 1942 e, em fevereiro de 1943, foi para a Itália, onde chegou em 1944. Este ano, a ida dos pracinhas para a guerra completou 70 anos.
_ A viagem foi terrível, o calor era imenso e quando chegamos lá, a temperatura era negativa. Muitos não resistiram _ lembrou na época o ex-pracinha que fez parte da segunda turma de militares brasileiros que foi para a guerra.
Logo no primeiro dia na Itália, o grupo de Ziegler já tomou um grande susto. Depois que sirenes do esconderijo onde estavam tocaram, todos tiveram de fugir apressadamente, diante da ameaça de bombardeio alemão.
As organizações militares com sede em Santa Maria participaram da guerra com cerca de 270 militares.
DIÁRIO DE SANTA MARIA/montedo.com

Soldado Milhões, o português que enganou sozinho o exército alemão na I Guerra Mundial.

Soldado Milhões. A história de um irredutível português
Alcançou a fama quando, na Batalha de La Lys, bateu-se sozinho contra uma avassaladora ofensiva alemã. Sozinho, Aníbal Augusto Milhais permitiu a retirada de parte das forças portuguesas e escocesas. 
O Soldado Milhais, ao centro (reprodução: History Docs Series: Milhais A Forgotten I World War Hero/montedo.com)

Olímpia Mairos
A história é contada na primeira pessoa.
"Eu já sabia de uns abrigos, em baixo, em Huit Maisons, e aí foi onde eu fui recolher. Foi onde eu então estive a dar fogo no dia 9 de Abril [de 1918]. Entrei para o abrigo, não vi ninguém. Só via fogo em roda de mim..."
Quem a conta é Aníbal Augusto Milhais. Em 1967, contou para uma velha máquina de bobinas a história da guerra em que participou e que fez dele um herói. Fê-lo a pedido e por insistência da filha Leonida Milhões.
A voz de Aníbal apresenta-se trémula, acusa já algum cansaço. A história é contada pausadamente.
"Mais tarde começaram então eles a avançar. Aí é que eu conheci que eram alemães. Foi então que eu lhes abri fogo. Medi-os à cinta e pronto. Essa invasão caiu toda. Passado uma hora ou isso, veio outra igual. Fiz-lhe fogo antes de chegar ao mesmo sítio dos outros. Mas mais tarde veio outra… - Cortei-a também. Foi aí que eu já não vi e não tornei mais a ver alemães".
Assim relatava Augusto Milhais, em 23 de Novembro de 1967, o feito que o tornou herói nacional. A gravação permanece na família.
É guardada como se de um tesouro se tratasse.

As origens
Aníbal Augusto Milhais nasceu em 1895, numa família pobre. Era o mais novo de três irmãos que ficaram órfãos bastante cedo e foram acolhidos por parentes mais próximos.
Ainda criança começou a trabalhar a troco de alimentação e de um abrigo, em casa das pessoas mais remediadas de Valongo, aldeia no concelho de Murça (desde 1924, Valongo de Milhais, em sua homenagem).
Nunca foi à escola. Começou a vida como "moço de recados", depois guardou rebanhos e bois e fazia "todo o tipo de trabalho agrícola", conta o neto, Eduardo Milhões Pinheiro, à Renascença. Os irmãos, João e Maria Rosa, emigraram cedo para o Brasil.
Aníbal permaneceu na aldeia a trabalhar como jornaleiro.
Em 1915 é apurado para a tropa. No ano seguinte, a 13 de Maio, assenta praça no Regimento de Infantaria (RI) nº 30, de Bragança.
Segundo o neto, esta teria sido "a primeira vez que saiu da sua terra e do seu concelho".
No mês seguinte é transferido para o RI 19, de Chaves. Meses depois, parte para a guerra. Especialidade: "atirador especial".

A milhares de kms de casa
Já em França, Aníbal Milhais especializa-se em metralhadoras Lewis e é integrado no BI 15, de Tomar, como nº 1 de uma das guarnições de metralhadoras ligeiras.
Eduardo Milhões Pinheiro duvida que o avô (bem como a maior parte dos seus camaradas) "soubessem quais as razões e por quê é que estavam a combater".
"O meu avô vê-se envolvido, a milhares de quilómetros de casa, numa batalha em que apenas lhe foi dito: ‘tens que defender a tua pátria e para isso tens que combater contra os alemães’".
Rezam as crónicas que, a 9 de Abril, uma força portuguesa se viu atacada pelos alemães. A força chegou a ser destroçada, a situação era "a pior possível". Muitos portugueses foram mortos e os sobreviventes obrigados a retirar.

Como enganar alemães
Segundo Eduardo Milhões Pinheiro, o seu avô, "de forma voluntária, disponibilizou-se para ficar e cobrir a retirada de todos os seus companheiros".
"Ficou com a sua metralhadora no posto dele e foi criando a ilusão, nas tropas alemãs, que a posição estava a ser guardada por várias unidades do seu batalhão, porque ele fazia fogo de vários pontos distintos".
"Assim conseguiu empatar a ofensiva alemã durante tempo suficiente que permitiu a todos os seus companheiros recuar para linhas mais resguardadas, em segurança, sendo que a maior parte deles terá conseguido sobreviver", conta Eduardo Pinheiro.
Milhais, esse, continuou sozinho, a vaguear pelos campos. Tinha apenas "amêndoas doces" para comer.
Quatro dias depois da batalha, terá encontrado "um médico escocês a quem salvou de morrer afogado num pântano. Esse mesmo médico terá dado conta ao exército aliado dos feitos" do soldado transmontano.

"Vales milhões"
E foi assim, em plena I Guerra Mundial que o soldado português alcançou a fama, na Batalha de La Lys, em Abril de 1918.
A bravura do franzino e pequeno Aníbal, com pouco mais de um metro e meio de altura, valeu-lhe a Torre e Espada – a mais alta condecoração militar portuguesa - entre outras distinções.
O epíteto "Milhões" nasceu com um elogio do seu comandante, Ferreira do Amaral: "Tu és Milhais, mas vales milhões".
"Ele terá sido condecorado pelo que fez, mas também de forma simbólica como reconhecimento a todos os soldados que combateram, e sobretudo àqueles que tombaram na I Guerra Mundial", acredita Eduardo Pinheiro.

O regresso à terra
Em 1919, Aníbal regressa a Valongo, em Murça, compra uma parcela de terra que cultiva, casa e tem filhos. Vive com dificuldades e luta pela sobrevivência, dedicando-se aos trabalhos agrícolas.
António Milhões, 81 anos, filho do soldado Milhões, lembra-se bem dos primeiros tempos de criança, tempos difíceis e de muito sacrifício.
"Eram tempos muito duros. O meu pai trabalhou muito no campo, para criar os filhos", conta António, revelando que a família viveu períodos de "fome", tempos em que "uma sardinha era dividida por três".
Orgulhoso do pai, António recorda-se dele com "um homem simples, bem-disposto e muito trabalhador". Lembra-se bem que o pai, a quem acompanhava nas tarefas do campo, começou por ganhar a vida com "bois ao ganho": alimentava, tratava e utilizava os animais que outra pessoa com mais dinheiro comprara; quando eram revendidos, dividia-se o lucro.
"Era um mestre nas enxertias e na matança dos porcos e praticamente todas as pessoas da aldeia o chamavam, quando era necessário realizar esses trabalhos".

O resgate do herói
Parecia ter terminado e votada ao esquecimento a história de Milhões. Mas o jornal "Diário de Lisboa", em 1924, decidiu resgatar o herói, transformando-o numa espécie de símbolo nacional.
O soldado Milhões passa a ser usado pela propaganda dos poderes da I República e, depois, do Estado Novo.
Frequentemente é convocado para ser mostrado em cerimónias do regime, sempre que era preciso enaltecer a nação e exaltar os valores da "raça".
"Acabava por ser um herói muito conveniente aos desígnios propagandísticos porque a ordem da Torre e Espada normalmente estava reservada para as altas patentes militares", diz Eduardo Pinheiro.
O seu avô era "um soldado raso, iletrado, um homem do povo com quem facilmente o povo se identificava e que colava muito bem para efeitos propagandísticos".
Mas, desse "aproveitamento", o soldado Milhões "não terá tido consciência", sublinha o neto. "Comparecia fardado e com as medalhas ao peito, porque a isso era obrigado".

A vergonha de um herói emigrante
Do percurso de vida do soldado-herói há ainda a registar uma incursão pelo Brasil, em 1928.
Milhões teria trabalho assegurado numa fábrica do Rio de Janeiro, mas os compatriotas de Murça não aceitaram a vergonha de um herói emigrante.
"Fizeram uma colecta de forma a pagarem-lhe a viagem de regresso, dizendo-lhe que um herói da pátria não deve estar emigrado e, muito menos, fazer os trabalhos que lhe aparecessem. Deveria estar no seu país, como símbolo, como reserva de um conjunto de valores ", conta Eduardo.

Não falar da guerra
De regresso à terra, o soldado Milhões retoma a actividade agrícola para sustentar os filhos. Teve dez, mas só oito chegaram à idade adulta. Dificilmente falava da guerra e sempre que o fazia era porque lhe pediam. Nunca deu grandes pormenores.
Mariana Rosa, 74 anos, conviveu de perto com o sogro, mas poucas vezes o ouviu falar da guerra. "Ele dizia que aquele tempo foi um tempo de tristeza e que só pedia a Nossa Senhora do Vale de Veigas que o deixasse regressar à terra."
Eduardo Pinheiro realça que o avô até "mudava de conversa" quando alguém lhe puxava pelo assunto da guerra, mas refere que "ele falava muito de um seu companheiro", do qual só conhecemos a alcunha de ‘Malha-vacas’ que ele viu morrer ao seu lado ("despedaçado por um morteiro", no dia 9 de Abril).
"Essas marcas ficam para sempre e explicarão a resistência do meu avô em falar da guerra", conclui o neto.
O reconhecimento material da nação resumiu-se a uma pensão que se manteve nos 15 escudos por mês, pelo menos até o seu quinto filho ir à inspecção militar, no início dos anos 50.
Quando morreu, a 3 de Junho de 1970, aos 75 anos, as suas medalhas conquistadas no campo da glória valiam-lhe pouco mais de mil escudos mensais.
Renascença/montedo.com

Julgamento de civis pela Justiça Militar não é inovação legislativa, diz presidente do STM

Julgamento de civis pela Justiça Militar não é inovação legislativa

Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha*
[Artigo originalmente publicado no jornal O Globo desta terça-feira (29/7)]
Muito se discute sobre o julgamento de civis pela Justiça Militar Federal e, recentemente, o tema foi objeto de artigo de Flávia Piovesan e Juliana Cesário Alvim, publicado no O Globo em 24 de julho.
Inicialmente, esclareça-se não se tratar de inovação legislativa introduzida pelo Código Penal Militar de 1969 nem, tampouco, legado do entulho autoritário pós-64. A norma retroage ao período imperial, à lei 581/1850 e ao Código Penal Militar de 1867. Já na República, o decreto 4.988/1926 e o Código Penal Militar de 1889 igualmente assim dispuseram. Da mesma forma, a Carta Constitucional da Segunda República que integrou a Justiça Militar à estrutura do Poder Judiciário estendeu o foro penal especializado aos civis em crimes contra a segurança externa do país ou as instituições militares. Tal previsão foi mantida na Constituição de 1937, regulamentada pelo decreto-lei 510/1938 e no Código de Justiça Militar de 1938, elastecido, neste ponto, pela lei 4.162/1962, promulgada pelo presidente João Goulart. Por último, a Lex Magna (Constituição) de 1946 reproduziu o texto da 1934, em ratio de idêntico teor.
A par das digressões historiográficas, os civis processados pela Jurisdição Castrense não são apenas aqueles que desacatam militares, os quais, por imposição constitucional, devem garantir a lei e a ordem, como comumente se crê. Julgam-se lá criminosos de alta periculosidade, como os integrantes das Farc que adentram o território nacional e assassinam militares brasileiros; quadrilhas de narcotraficantes que invadem quartéis para furtar armamentos de uso exclusivo das Forças Armadas; marginais que aliciam jovens soldados e os induzem às práticas delitivas, sem olvidar o tiro de destruição, regulado pela lei 12.432/2011 que, se disparado, levará a óbito o piloto e os passageiros da aeronave hostil.
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Maria Elizabeth Rocha: "Não há dispositivo que impeça um militar de ser homossexual"
Poder-se-ia argumentar que à Justiça Federal ordinária caberia apreciar tais delitos, contudo, sobrecarregada de processos, não os julgaria com a necessária celeridade, além de não deter a expertise em Direito Militar.
Daí, a questão há de ser ponderada com razoabilidade, tal qual fez o ministro Gilmar Mendes ao relatar o Habeas Corpus 112.848/RJ que versa sobre arguição similar à contida na arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) 289. Em seu voto, ofereceu interpretação conforme a Constituição sem redução de texto aos artigos 16 e 26 da lei 8.457/1992, no sentido de o civil ser julgado monocraticamente pelo juiz-auditor — magistrado federal, ingresso na carreira por concurso público de provas e títulos — e não mais pelo Conselho Permanente de Justiça. Nesse mesmo norte, o Superior Tribunal Militar encaminhara à Câmara dos Deputados projeto de lei, 7.683/2014 .
Ao fim, enfatize-se jamais ter o Estado brasileiro sido demandado na Corte Interamericana de Direitos Humanos em razão da atuação da Justiça Militar da União. Das recomendações da Corte, inferem-se, em larga maioria, pronunciamentos sobre ser a jurisdição castrense incompetente para processar civis ou militares que cometeram atos violadores aos direitos humanos de civis. A propósito, será promovido pelo STM seminário, em fevereiro de 2015, com os juízes da Corte, os membros da Comissão da OEA e juristas cujos países subscreveram o Pacto de São José da Costa Rica. A ideia é discutir com transparência, imparcialidade e fidedignidade histórica o papel das Justiças Militares no sistema interamericano nesta contemporaneidade, numa interlocução desprovida de preconceitos que só empobrecem o debate cívico e enfraquecem a dialética democrática.
Conjur/montedo.com

30 de julho de 2014

Conheça o lado social da atuação brasileira nas Forças de Paz no Haiti

Infográfico: Pedro Dutra/Ministério da Defesa
A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) completou dez anos no mês de junho. Com apoio de outros 20 países, o Brasil detém comando da Missão, instituída em 2004 pelo Conselho de Segurança ONU para restabelecer a segurança e a normalidade institucional após sucessivos episódios de violência e turbulência política.
O efetivo total de militares na missão é de 5.773 homens. Além destes, existem cerca de 2,4 mil policiais da ONU (UNPol). O contingente brasileiro, o Brazilian Battalion (Brabat), é o maior, com 1.377 integrantes.
O efetivo militar brasileiro conta ainda com capelães, psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, assessoria jurídica, assessoria de comunicação, dentistas e médicos. Este aparato possibilita à tropa equilíbrio e preparo físico e psicológico para seguir focada na missão.
A presença da Minustah assegurou a realização de eleições presidenciais em 2006 e 2010 com passagem pacífica do poder. A Missão da ONU também atuou no esforço de reconstrução do Haiti após o terremoto devastador de janeiro de 2010. A previsão é que haja eleição ainda em 2014 para senadores, deputados e prefeitos.

Atuação brasileira
A tropa permanece por seis meses no Haiti para dar continuidade ao trabalho de manutenção de um ambiente seguro e estável, apoio às atividades de assistência humanitária e fortalecimento das instituições nacionais haitianas. Mas a ajuda vai além das escoltas e patrulhas.
A participação brasileira, que nestes dez anos de missão soma trabalho de 30.259 militares, é reconhecida pelo povo haitiano e por autoridades internacionais pela desenvoltura com que combinam funções militares com atividades sociais e de cunho humanitário. Os militares também realizam ações de Cooperação Civil-Militar (CIMIC) nas quais atuam em escolas e orfanatos e fazem diversas atividades como procedimentos de higiene bucal, doação de alimentos e brinquedos e oficinas de desenho para milhares de crianças.
A tropa é formada integralmente por voluntários. Esses são preparados no Brasil e passam por avaliações física, médica e psicológica. Recebem também instruções de tiro, utilização de armamento não letal, primeiros socorros, escolta de comboios, segurança e proteção de autoridade, regras de conduta da Minustah, fundamentos das operações de paz da ONU, patrulhamento, operações de busca e apreensão, controle de distúrbios, entre outras. Em 2010, o país passou a contar com o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), no Rio de Janeiro (RJ), voltado à preparação de militares, brasileiros e estrangeiros, que irão compor as missões de paz das Nações Unidas.
O Blog do Planalto conversou com dois voluntários que serviram no Haiti. O 1º sargento Silveira, que atuou lá em 2012, contou sobre sua experiência e destacou seu senso de realização. “Essa experiência que a gente traz vai fazer parte da vida para sempre. É uma experiência que a gente não esquece nunca mais”, disse. Já o coronel Bochi serviu no Haiti antes do terremonto, entre 2008 e 2009, e retornou mais tarde pelo Ministério da Defesa para avaliação e controle de danos pós-terremoto. Ele descreve a presença brasileira desde 2004 e também ressalta o sentimento pessoal. “É uma lição individual que não tem preço. É a missão de nossas vidas”, afirma.
Em coordenação com a ONU e com os países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) que integram a Missão, o Brasil projeta a retirada gradual de suas tropas à medida que o governo haitiano demonstre disposição e capacidade de garantir a segurança do país.

Missões com participação do Brasil
O Brasil participa das missões de paz da ONU desde 1947. O primeiro envio de tropas a um país estrangeiro aconteceu com a participação na Força de Emergência das Nações Unidas do Batalhão Suez, criada para evitar conflitos entre egípcios e israelenses. Foi só recentemente, no entanto, que o Brasil assumiu tarefas de coordenação e comando militar de importantes operações, como no Haiti (2004) e no Líbano (2011), o que trouxe prestígio à política externa do país, aumentando a projeção brasileira no cenário mundial. Atualmente, 1.743 militares brasileiros das três Forças participam de nove missões de paz ao redor do mundo.
PLANETA OSASCO/montedo.com

Soldado do Exército morre em acidente no sul de Minas

TRÊS CORAÇÕES
Soldado do exército morre em acidente a caminho da Escola de Sargentos
Outro militar, que também estava no veículo, ficou ferido; neblina pode ter causado a batida fatal
três corações
Carro do militar ficou completamente destruído após a batida (Corpo de Bombeiros - divulgação)
JOSÉ VÍTOR CAMILO
A neblina pode ter sido a causa do acidente que matou, na manhã desta segunda-feira (28), um soldado da Escola de Sargentos das Armas (EsSA) de Três Corações, no Sul de Minas Gerais. O militar do exército saiu da pista e bateu de frente com um caminhão que transportava macarrão na MG-167, quando chegava na entrada da cidade.
Segundo as informações do Corpo de Bombeiros, Fabrício Maciel Lemos, de 19 anos, dirigia seu Volkswagen Gol quando perdeu o controle em uma curva, invadiu a outra pista e se chocou contra o caminhão. Ele e o colega também militar Rafael Luis de Souza, também de 19 anos, saíram de Caxambu, na mesma região, para assistirem à aula na cidade vizinha.
Ainda conforme a corporação, o condutor do caminhão, que não ficou ferido, relatou que na hora do acidente, por volta das 7h15, não chovia, mas havia muita neblina na pista, o que pode ter causado a batida. O militar morreu na hora. Já o outro soldado sofreu ferimentos no pé esquerdo e na cabeça e foi socorrido ao Hospital São Sebastião.
O passageiro do caminhão, de 24 anos, sofreu uma contusão no ombro e também foi socorrido para a mesma unidade de saúde. O corpo de Lemos foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Três Corações.
OTEMPO/montedo.com

Sem imprensa, militares ficam calados na Comissão da Verdade

(Tânia Rego/Agência Brasil)
Três militares que foram convocados na manhã de hoje (29) para prestar depoimento na Comissão Nacional da Verdade (CNV) pediram que a imprensa se retirasse da sala de audiência pública e, ainda assim, não responderam às perguntas dos membros do colegiado. Nesta semana, estão previstos depoimentos de 20 militares convocados e de um convidado no Arquivo Nacional, para tratar de 11 temas como o atentado à bomba no Riocentro, a Casa da Morte de Petrópolis e a morte do deputado Rubens Paiva.
Na manhã desta terça-feira, seriam ouvidos o general reformado Nilton de Albuquerque Cerqueira e os capitães Jacy e Jurandyr Ochsendorf, todos defendidos pelo advogado Rodrigo Roca, que orientou seus clientes a ficarem em silêncio. “A questão não é colaborar, nem se defender. É evitar que erros históricos se repitam e acabem virando uma verdade”, disse o advogado, afirmando que a comissão foi induzida a um “erro histórico” ao divulgar uma foto do acidente em que morreu a estilista Zuzu Angel, na qual aparece o coronel Freddie Perdigão. A imagem foi entregue à CNV pelo ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) Claudio Guerra.
“Com esse engano, causou-se um transtorno muito grande, acredito eu, para os parentes e para os companheiros de farda [do coronel Perdigão]. Quem declarou isso a Vossa Excelência, ou se enganou, ou te enganou, que é pior ainda”, disse o advogado ao coordenador da CNV, Pedro Dallari.
Dallari classificou a justificativa de incoerente: “Se há erro, o erro só pode ser corrigido com depoimentos, com elementos e com documentos. Não com silêncio. A declaração de que [o convocado ou convidado] não vai se manifestar sobre um assunto não ajuda na investigação”, disse Dallari. Ele ressaltou que a foto do acidente foi recebida de uma testemunha de grande credibilidade, que participou ativamente dos eventos. “Não podemos aceitar que haja contestação das informações por quem se nega a prestar depoimento, porque aí seria uma inversão da própria lógica do processo de investigação.”
Apesar de lamentar, o coordenador da comissão, no entanto, minimizou: “É claro que, para a CNV, seria muito importante que houvesse mais colaboração, mas eu diria que já temos elementos suficientes. A fala deles era importante do ponto de vista do direito de defesa, de eles poderem apresentar a sua versão dos fatos. Para mim, essa estratégia pode fazer sentido juridicamente, embora, do ponto de vista da imagem, seja péssima, porque quem fala que não tem nada a declarar em geral é quem é culpado. Se eles fossem inocentes, apresentariam a sua versão dos fatos.”
General Nilton Cerqueira ficou em silêncio na Comissão da Verdade
(Tânia Rego/Agência Brasil)
O general Nilton Cerqueira comandava a Polícia Militar do Rio de Janeiro na época do atentado do Riocentro, em 1981, e há um ofício em seu nome que pede a retirada do policiamento no dia doshow em que ocorreria o atentado. Em outra audiência pública sobre o caso, a CNV apontou essa estratégia como uma das formas de contribuir com o clima de terror no episódio, em que a bomba acabou explodindo no carro com os militares dentro. A participação de Nilton também é apontada no Araguaia e na Operação Pajuçara, em que foi morto o líder militante Carlos Lamarca, na Bahia. “Ele esteve relacionado diretamente a esses eventos. É protagonista de eventos dramáticos da história do Brasil”.
Mais de dez perguntas foram feitas a Nilton, e nenhuma foi respondida. De acordo com a advogada Rosa Cardoso, integrante da CNV, ele disse apenas que pediu para os jornalista deixarem o salão porque “a imprensa distorce tudo” e afirmou “que era um absurdo a comissão investigar o fato 30 anos depois”.
Os irmãos Jacy e Jurandyr são apontados como participantes da farsa montada para sustentar a versão de que o deputado Rubens Paiva foi resgatado por guerrilheiros e fugiu, encobrindo o fato de ter sido torturado e morto. “Estavam vinculados ao DOI-Codi e participaram diretamente da operação de simulação da fuga de Rubens Paiva. Depois, a comissão apurou que Rubens Paiva não fugiu, foi executado no DOI-Codi, e o que se fez foi forjar a fuga do parlamentar. Os capitães Jacy e Jurandyr tiveram participação direta no evento, como foi relatado por um colega deles.”
Antes do depoimento de Jurandyr, membros da CNV chegaram a insistir que ele falasse, e, se não fosse falar, que a imprensa pudesse acompanhar as perguntas. Em resposta, o militar respondeu apenas que “permaneceria calado” e que “preferia a ausência da imprensa”. O jurista João Paulo Cavalcanti Filho, que pediu a permanência da imprensa, classificou a posição de uma “deselegância”, já que os jornalistas tiveram que sair do salão no início de cada depoimento. Cinegrafistas e fotógrafos foram impedidos pela segurança pela Polícia Federal de fazer imagens do embarque dos dois últimos depoentes, Jacy e Jurandyr, em carros no pátio interno do Arquivo Nacional. 
Agência Brasil/montedo.com

Explosão em quartel do Exército atinge residências e causa pânico no RS

Estilhaços de explosões atingem santanenses
Moradores da vila Emília foram os mais atingidos pelos artefatos. Há o registro de pessoas feridas
Estilhaços atingiram residências (Marcelo Pinto/AP)
Duas explosões foram ouvidas no final da tarde de ontem, em Livramento. Os moradores do bairro Vila Emília foram os mais atingidos pelos artefatos que voaram pelos ares. Alguns objetos com mais de 30 centímetros atingiram tetos, estouraram janelas e perfuram casas. A comunidade ficou apavorada e a equipe da rádio RCC FM e do Jornal A Plateia acompanhou os momentos de medo da população.
Moradora com estilhaço do artefato
(Marcelo Pinto/AP)
Já passados alguns minutos depois da explosão, ainda era possível sentir o cheiro da fumaça nos arredores das casas atingidas. Os moradores confirmaram que as explosões e os artefatos vieram de atividades desenvolvidas de dentro do quartel. Pouco mais de 30 minutos depois, o Major André Leite confirmou que as explosões fizeram parte de treinamentos. A primeira transcorreu com tranquilidade e apenas a segunda explosão causou os transtornos com os moradores. Um Major do 7° RC Mec também confirmou que dentro do quartel não houve feridos.
O morador Ari Rodrigues confirmou que teve parte da casa atingida pelos estilhaços da explosão. Ele estava no pátio da casa na Rua Sétimo Nocchi, sendo que o metal rasgou a lata da casa e feriu o morador que teve que ser socorrido e levado ao hospital. Jacira, esposa de Auri, ainda trêmula, contou que por pouco os estilhaços não atingiram sua filha de seis anos que assistia à televisão na sala da casa.
Na Rua Darci Trindade Barbosa, outro pedaço de metal, muito semelhante ao utilizado em munição pesada, atingiu a residência do morador Chila da Rosa que por muito pouco não feriu o senhor de 80 anos.
Janelas e portas de vidros foram estilhaçadas e na residência do líder comunitário Camilo Alves, até partes de um banheiro foi destruído pelas explosões. A primeira explosão aconteceu por volta das 17h e a segunda aconteceu às 17h40min e muitas pessoas em toda a cidade confirmaram ter ouvido as explosões.
Em declaração feita ao vivo na rádio RCC FM durante o programa Conversa de Fim de Tarde, o Major André Leite informou que um Inquérito será aberto para apurar o que realmente aconteceu e o que deu de errado na segunda explosão.
(Marcelo Pinto/AP)
Poucas horas após o contato do Jornal A Plateia com o 7ºRCMec, foi divulgada uma nota de esclarecimento à comunidade.

NOTA DE ESCLARECIMENTO – 7º RCMec
O Comando do 7º Regimento de Cavalaria Mecanizado, “Regimento Brigadeiro Vasco Alves Pereira”, vem esclarecer à população da “Fronteira da Paz” o que se segue:
1.Em 28 de julho de 2014, estava sendo realizada, em área de instrução do Regimento, a destruição de engenhos falhados. A atividade foi realizada por militares da 3ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada (tropa especializada neste tipo de procedimento) e militares do 7º RC Mec.
2.As detonações foram executadas de acordo com as Normas Técnicas, Manuais de Instrução e procedimentos de segurança atinentes a este tipo de atividade.
3.A primeira detonação ocorreu dentro do previsto, sem qualquer tipo de incidente.
4.Após a segunda e última detonação, esta Organização Militar veio a saber que ocorreram danos materiais em algumas residências e que um cidadão sofreu um pequeno corte na região abdominal, sem maiores gravidades, conforme foi constatado pelo médico da Organização Militar, deslocado de imediato para o provável local de atendimento a possíveis feridos.
5.O Comando da Unidade mandou, imediatamente, instaurar um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias em que o fato ocorreu.
6.O 7º RC Mec solicita àquelas pessoas que, comprovadamente, tenham sofrido danos, que procurem o Regimento, munidos de provas materiais (fotografias e outros meios que possuam) para que possam ser enviados militares ao local de suas residências, a fim de verificar danos e que medidas devem ser tomadas para contornar a situação, tudo dentro da legalidade que se faz necessário neste tipo de incidente.
7.Cabe ressaltar que as atividades realizadas pelo 7º RC Mec visam cumprir programas de instrução e atividades previstas para o ano, sempre com o compromisso de que tudo seja realizado na esfera da responsabilidade e dentro das normas vigentes, buscando evitar qualquer tipo de transtorno à população e à comunidade santanense da qual seus integrantes fazem parte e sempre foram motivo de apoio, confiança e cooperação, atributos trabalhados diuturnamente.
Santana do Livramento – RS, 28 de julho de 2014.
JUAREZ GUINA FACHINA JUNIOR – Tenente Coronel

A PLATEIA/montedo.com

FX-2: Amorim reafirma expectativa de assinar contrato de compra de caças até fim do ano

Gripen NG (Imagem: SAAB)
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo federal espera assinar até o fim deste ano o contrato para a compra de caças Gripen NG, da fabricante sueca Saab, reiterou nesta terça-feira o ministro da Defesa, Celso Amorim.
Ele disse que receberá nos próximos dias representante do governo da Suécia para discutir detalhes da parceria entre brasileiros e suecos para a aquisição das aeronaves, anunciada ano passado após um longo processo que teve início ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Está tudo correndo normalmente e a previsão é que o contrato possa ser assinado no final do ano" , disse Amorim à Reuters, reiterando previsão feita na época do anúncio da escolha pelo caça sueco.
“Vou ter um briefing nos próximos dias sobre todos os aspectos das negociações e a própria ministra da Suécia está vindo para cá”, acrescentou.
O ministro revelou que a previsão é que em 2016 estejam já à disposição da Força Aérea Brasileira (FAB) caças Gripen de segunda mão para serem usados pela FAB até que a entrega das novas aeronaves. A perspectiva de Amorim é que em 2018 possa ser iniciada a fabricação dos novos caças encomendados para a FAB.
“Temos uma negociação que, se não me engano, a partir de 2016 teríamos uns Gripens que não são o que a gente vai adquirir. É algo intermediário e a ideia é que os primeiros Gripens sejam já feitos pelo menos parcialmente no Brasil em 2018”, frisou o ministro da Defesa
Os caças modelo Mirage, que eram usados pela FAB, já foram aposentados depois de anos de uso, mas a Força Aérea tem 56 aviões modelo F-5 remodelados e que foram colocados em uso durante a operação de segurança da Copa do Mundo.
“Os F-5 estão operando e o quanto antes nós tivermos os caças mais modernos, melhor”, disse Amorim.
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier) (R. A.)
EXTRA/montedo.com

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