2 de setembro de 2014

Eleições 2014: Militar, encontre um candidato pra chamar de seu e VOTE!

Publicado originalmente em 1º de setembro

O general e a esposa do QE não cabem no mesmo 'santinho'.

Reprodução Facebook AMIR/JF (Edição: montedo,com)
De fato, os militares tem muito pouca familiaridade com a arte de fazer política. A AMIR/JF - associação que congrega militares da reserva e pensionistas em Juiz de Fora (MG) - reuniu num mesmo 'santinho' o general Marco Felício (o nome está errado na imagem) e Kelma Costa, ambos candidatos a deputado federal por Minas Gerais. A associação está dizendo: 'apoiamos os dois, você decide em quem votar'. No dizer popular, ficou em cima do muro para sair bem na foto.
Sinto lembrar aos diretores da AMIR que, face ao perfil dos candidatos, isso é absolutamente incoerente. Senão, vejamos:
- O General Marco Felício ganhou notoriedade nacional em fevereiro de 2012, ao lançar o manifesto Alerta à Nação, uma reação da alta oficialidade de pijamas à ação do governo Dilma contra um manifesto conjunto dos clubes militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, em que criticavam declarações revanchistas das então ministras Maria do Rosário e Eleonora Menicucci. O Manifesto teve grande repercussão e logo obteve a adesão de centenas de civis e militares das Forças Armadas, de generais a soldados, irmanados ao pensamento do general (à época, não assinei o Alerta à  Nação por razões que expus aqui e aqui).
Pois bem, logo a seguir, os autores do Manifesto resolveram retirar as assinaturas dos militares da ativa (no que estavam absolutamente certos!) e, de quebra, dos praças da reserva que se dispuseram a aderir.
À época, na postagem Manifesto à Nação: coordenação retira nome de praças da relação. Ou: os profissionais de segunda classe. escrevi:
Mais uma vez, os altos coturnos que encabeçam o manifesto mostram inabilidade e revelam um pouco de sua essência, refletida no comando das Forças Armadas nos últimos anos (lembremos que a maioria dos signatários de quatro estrelas estava na ativa até pouco tempo).
Primeiramente, devo dizer que concordo integralmente com a decisão de não aceitar a adesão de militares da ativa. Seria estimular a indisciplina, dando motivos reais - hoje inexistentes - a Dilma, Amorim et caterva para a aplicação de  punições. A lei é clara e, no estado democrático de direito, todos devemos nos submeter ao seu império.
É a lei, por outro lado, que permite a livre manifestação dos militares da reserva. Cabe aqui uma ressalva , desnecessária em outras circunstâncias: praças inclusive.  Daí a conclusão que a decisão de retirar da lista suas assinaturas é um despropósito que só se explica pela arcaica mentalidade de que oficiais e praças são como água e óleo, não se misturam. Este pensamento, aliás, muito mais do que os baixos salários, está na raiz da insatisfação generalizada da turma do andar debaixo com seus comandantes.Na leitura que faço, o temor é que a presença de praças na lista 'contamine a pureza' do manifesto, já que este expressa o pensamento da alta oficialidade. É uma postura retrógrada, consequência mais que tardia da cisão ocorrida no seio das Forças Armadas em 1964, estimulada por correntes políticas de matizes esquerdistas e uma das principais causas da derrubada de Jango. Essa corrente de pensamento é que faz com que o praças, até hoje, sejam vistos e tratados por seus chefes - é o caso - como profissionais de segunda classe.
A postura do general é muito clara, não deixa margem à dúvidas. Ela expressa o pensamento da cúpula militar e seu trabalho como parlamentar será pela manutenção do 'status quo' das Forças Armadas.


- Kelma é casada com o sargento Laureni Costa e alcançou visibilidade pela luta que culminou na aprovação da promoção a segundo sargento dos integrantes do Quadro Especial do Exército, do qual seu marido faz parte. Na esteira do movimento iniciado por militares de Santa Maria, aliou-se a Genivaldo Silva, Ivone Luzardo, Mirian Stein, entre outros, protagonizando um movimento reivindicatório inédito dentro do Congresso Nacional e junto ao Executivo Federal. Percorrendo - de carro ou ônibus - várias vezes os 1.000 km que separam Juiz de Fora de Brasília - tomando banho em rodoviárias e contando trocados para o lanche - Kelma fez com que sua voz fosse ouvida, como podemos constatar aqui, aqui e aqui

Como se vê, são candidaturas absolutamente distintas que, tal água e azeite, não se misturam, muito menos cabem no mesmo 'santinho'.

Em cima do muro Montedo?
Claro que não. Apoio a Kelma Costa, afinal, combatividade não lhe falta para defender as demandas dos militares do andar debaixo na Câmara Federal. Mas não posso votar nela. Cabe à família militar mineira decidir entre o conservadorismo e a mudança.

PEC permite a professores das Forças Armadas acumular cargo civil

Aguarda designação de relator a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 2/2014, que estende aos militares que atuam como professores nas Forças Armadas a possibilidade de acumulação de cargo civil. A proposta, de Eduardo Lopes (PRB-RJ), tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Pelo que determina a Constituição, podem ser acumulados dois cargos de professor; um de professor e outro técnico ou científico; dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. Todas as hipóteses dependem de compatibilidade de horários.
A Emenda Constitucional 77, promulgada em fevereiro, estendeu a possibilidade de acumular cargos da área de saúde aos militares. No magistério, porém, os militares ainda não podem ocupar simultaneamente cargo civil.
Para o autor da proposta, estender aos militares do quadro do magistério a cumulação de um segundo cargo poderá contribuir grandemente para o aumento da oferta de professores no mercado. A medida seria fundamental para a consecução da Meta 3 do Plano Nacional de Educação (PNE), cujo objetivo é a universalização, até 2016, do atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos, com a elevação da taxa líquida de matrículas no ensino médio, atualmente em 52%, para 85%.
Depois do exame da CCJ, a PEC ainda deve passar por discussão e votação em dois turnos no Plenário do Senado, onde precisa de três quintos dos votos dos senadores (49) para ser aprovada. Depois, a matéria segue para a Câmara.
Agência Senado/montedo.com

Brasil disputa os Jogos Mundiais de Cadetes no Equador

Os Jogos Mundiais de Cadetes estão sendo disputados nesta semana, no Equador. O Brasil participa da competição, juntamente com representantes de outros vinte países. Nosso País está em terceiro lugar no quadro de medalhas, atrás de Rússia e Equador. Os cadetes brasileiros ganharam o ouro nas competições de tiro de fuzil masculino, por equipe e tiro no pentatlo masculino.
World Cadet Games: acompanhe aqui!

Ucrânia alerta que está no limite de uma grande guerra com a Rússia

Ministro ucraniano disse que não se vê um confronto dessas proporções na Europa desde a Segunda Guerra
Ucrânia alerta que está no limite de uma grande guerra com a Rússia FRANCISCO LEONG/AFP
Soldado ucraniano fica de guarda em cima de colina perto de Mariupol, no leste do paísFoto: FRANCISCO LEONG / AFP
O ministro da Defesa ucraniano alertou, nesta segunda-feira, que seu país está no limite de uma grande guerra com a Rússia, o que poderá causar milhares de vítimas.
– Desde a Segunda Guerra Mundial, não se viu na Europa uma grande guerra como a que está batendo em nossa porta. Infelizmente, as perdas em uma guerra assim não serão medidas em centenas, em sim em milhares e dezenas de milhares de pessoas – afirmou Valeriy Geletey.
Também nesta segunda-feira, o presidente alemão, Joachim Gauck, declarou que a Rússia "terminou de fato com a sua parceria" com a Europa.
– Queremos uma parceria e boas relações com a nossa vizinhança no futuro, mas apenas se Moscou mudar sua política e quando houver um retorno ao respeito aos direitos das pessoas – disse Gauck em um discurso por ocasião do 75º aniversário do início da Segunda Guerra Mundial.
AFP/montedo.com

1 de setembro de 2014

LIÇÕES NÃO APRENDIDAS

"Militar ! Vote em militar e se esforce para mudar mentes atrofiadas e retrógradas daqueles que nos cercam. Esse empenho envolve: divulgação dos candidatos militares aos demais, incluso, inativos e pensionistas, bem como exigir de todos aqueles que dependem de nossa remuneração a sua fidelidade na hora de votar ou seja que votem em militar." 
Capitão Roberto Alves, o 'Chapa-Quente'

O Brasil na Grande Guerra

O que é isso, General?


Cláudio Humberto
O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, chefiado pelo general José Elito, vai gastar R$ 45.445,04 comprando lençóis, colchas e fronhas, todos de 200 fios. Sem esquecer os travesseiros, claro.
DIÁRIO DO PODER/montedo.com

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