18 de abril de 2015

SP: em quinze dias, dez cidades solicitaram ajuda do Exército para combater a dengue

Em 15 dias, dez cidades do interior solicitam militares para combater dengue

Agência Estado
São Paulo se soma a outros dez municípios do interior que, somente nos últimos 15 dias, pediram um total de 630 soldados ao Exército para ajudar no combate à dengue. Parte dessas cidades já vive epidemia, como Sorocaba, Campinas, Mogi Mirim e Lins. Segundo o Comando Militar do Sudeste, os municípios que solicitaram o maior número de soldados são Mogi Mirim, Marília e Sorocaba, com 100 homens cada.
Sorocaba chegou a 42,3 mil casos de dengue e 15 mortes confirmadas. A cidade apresenta a maior notificação de casos no Estado. Bebedouro, Jaboticabal e Garça receberam 50 militares cada uma, mas o apoio do Exército já se encerrou. Campinas, com 22,5 mil casos confirmados e quatro mortes, recebeu 60 soldados.
Mais duas mortes com suspeita de dengue foram registradas ontem em Limeira, na região de Campinas, segundo boletim divulgado pela prefeitura. Agora, são 7 mortes sob investigação e 12 confirmadas. A cidade tem 23.892 casos notificados e 7.010 confirmados - e está em situação de emergência.
Lins, que também vive situação epidêmica, solicitou 30 militares. Dez já estão nas ruas e foram recebidos com aplausos pelos moradores na quinta-feira, 16. A cidade registrou 673 casos neste ano, um a cada 106 habitantes. E Pirassununga ganhou reforço da Força Aérea Brasileira (FAB), além de 30 militares. Caçapava recebeu 10 homens.
O Estado de S. Paulo/montedo.com

Forças Armadas "babam" novo caça enquanto esperam cortes

Na Feira Internacional de Segurança, fila para subir no caça sueco Gripen parece não terminar nunca. 
“Até o pessoal da Marinha está entrando”, espanta-se um oficial
 Foto: Mauro Pimentel / Agif da Feira / Divulgação
Máquina que pode atingir 1400 km/h ao nível do marFoto: Mauro Pimentel / Agif da Feira / Divulgação
Marcus Vinicius Pinto
Direto do Rio de Janeiro
A principal atração da Feira Internacional de Segurança que encerro nesta sexta-feira no Riocentro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, é o caça sueco Gripen, que a partir de 2017 vai começar a patrulhar o espaço aéreo brasileiro. A fila para subir no avião, instalado no stand da empresa Saab, responsável por sua fabricação, parecia não terminar nunca. Até mesmo o pessoal da Aeronáutica, acostumado com aviões de todos os tipos, fez questão de entrar para poder sentar no cockpit e se sentir como piloto da máquina que pode atingir 1400 km/h ao nível do mar. “Até o pessoal da Marinha está entrando”, espanta-se um oficial da Aeronáutica que por razões de hierarquia não pode ser identificado e que ficou quase 40 minutos na fila para ter seus dois minutos dentro do avião.
Além de subir no caça, o público que percorre os cinco stands da Feira pode entrar no simulador do avião e, ao lado de um técnico, sair em perseguição a um caça inimigo nos céus de um Rio de Janeiro virtual. Ele é usado pelas forças aéreas da Suécia, África do Sul, Hungria, República Tcheca, Inglaterra e Tailândia e em breve também pelo Brasil.
 Foto: Mauro Pimentel / Agif da Feira / Divulgação
São mais de 700 expositores de mais de 70 países, 
sem falar nas cerca de 128 delegações oficiais de 61 países.
Foto: Mauro Pimentel / Agif da Feira / Divulgação
Pena que o Gripen não vai chegar em tempo dos Jogos Olímpicos, já que a definição pela compra se estendeu do fim do segundo mandato do governo de Luiz Inácio Lula da Silva até mais da metade do primeiro governo Dilma Rousseff. Por isso, deve ser feito um acordo às pressas com a Rússia para que caças russos ajudem o Brasil na tarefa. “Tudo depende do orçamento. O acordo precisa ser fechado logo porque já até passamos do deadline”, disse o Ministro Jaques Wagner, afirmando ainda que dez caças suecos, do mesmo modelo dos comprados pelo governo brasileiro, podem ser usados nos Jogos Olímpicos, num acordo com o governo sueco.
Mas o Gripen é uma ilha em meio ao ajuste fiscal por que passam as finanças do país e atingem em cheio o Ministério da Defesa. Durante a LAAD, o Wagner, ao lado dos três ministros militares, deixou bem claro que a situação não é para novos investimentos. “Novas aquisições em ano de ajuste fiscal não é razoável. Só vamos continuar com o que já tem. Ao fim do ano poderemos vislumbrar um horizonte melhor.” Há dívidas com o projeto do cargueiro KC 390 da Embraer, em torno de 700 milhões. “Mas já liberamos 120 milhões semana passada e em junho devemos fazer o voo inaugural”, prometeu o ministro.
O Brasil aposta também na melhora das relações entre Estados Unidos e Cuba para alavancar bons negócios nos dois países. “O aperto de mão entre Obama e Raul Castro põe fim ao período de guerra fria. Pôs a última pedra nesse processo”, disse. “Temos uma relação muito próxima com Cuba e fiquei feliz em saber que a presidente Dilma manteve sua agenda completa nos Estados Unidos”, comemorou Wagner, que tem dois acordos saindo do forno com os americanos, faltando apenas aprovação do Congresso Nacional.
A Argentina foi outro assunto que tomou conta da agenda do ministro. A aproximação dos vizinhos com a China preocupa o governo brasileiro, que quer aproveitar o acordo de transferência de tecnologia da compra dos Gripen para vender aviões para a Argentina. Mesmo que a Inglaterra, que tem componentes importantes no Gripen, já tenha afirmado que não vai permitir a negociação com seu inimigo histórico. Wagner vê saídas: “Ou buscamos a substituição de equipamentos britânicos ou tentamos uma negociação na ONU para acabar com esse mal-estar que dura desde a década de 50, por conta das Malvinas”, disse.
Mas apesar de afirmar que cortes virão nos orçamentos das três forças, Jaques Wagner aposta na sensibilidade da equipe econômica do Governo para que não haja retrocesso no que já está em andamento. “O Governo brasileiro tem consciência de que não podemos descontinuar o processo de adensamento de defesa”, disse. “Não sei o que vai acontecer, mas cortes serão feitos. Tenho dito que as forças vão ter que apertar o cinto em coisas que não prioritárias”.
Na Feira é possível encontrar a mais alta tecnologia em armamento militar e de segurança. Armas, munição, vestimentas, serviços, viaturas, embarcações, aeronaves e os já tão famosos drones
 Foto: Mauro Pimentel / Agif da Feira / Divulgação
Na Feira foi possível encontrar a mais alta tecnologia em armamento militar e de segurança. Armas, munição, vestimentas, serviços, viaturas, embarcações, aeronaves e os já tão famosos dronesFoto: Mauro Pimentel / Agif da Feira / Divulgação
Sobre a feira
Na Feira foi possível encontrar a mais alta tecnologia em armamento militar e de segurança. Armas, munição, vestimentas, serviços, viaturas, embarcações, aeronaves e os já tão famosos drones. Foram mais de 700 expositores de mais de 70 países, sem falar nas cerca de 128 delegações oficiais de 61 países. Entre eles, Estados Unidos, Israel, Inglaterra, Suécia, Rússia e China com o que há de mais novo no mercado de segurança militar e privada. O Brasil representa 41,2% do total de gastos militares na América Latina e, com os grandes eventos, desperta o interesse do mundo inteiro na décima edição do evento.
Na LAAD, Feira Internacional de Segurança é possível conhecer as principais novidades em armamentos
Os chinenes entram cada vez mais fortes no mercado internacional de segurança Foto: Mauro Pimentel / Agif
Os chinenes entram cada vez mais fortes no mercado internacional de segurança Foto: Mauro Pimentel / Agif
Imagens: Mauro Pimentel / Agif
TERRA/montedo.com

17 de abril de 2015

Brasileiro fala de guerra pelos EUA e diz que conheceu 'sniper americano'

Militar com nacionalidade americana serviu às Forças Armadas por 20 anos.
Ele afirma que esteve em operações com Chris Kyle, que inspirou filme.


Daniel Corrá
Do G1 Vale do Paraíba e Região
Entre tantas tatuagens no braço direito do brasileiro Francesso Tessitore, duas chamam atenção: o nome "US Marine", que demonstra devoção a um dos ramos das Forças Armadas dos Estados Unidos, e um tributo ao maior franco-atirador da história do país, Chris Kyle, conhecido por deixar 160 inimigos mortos em operações de guerra.
A tatuagem de caveira no corpo do militar é símbolo da história de Kyle, retratada no filme "Sniper Americano" (2014). O brasileiro, inclusive, afirma ter conhecido o atirador em Fallujah, cidade palco de um dos conflitos mais sangrentos durante a Guerra do Iraque.
“Tive a oportunidade de conhecer Chris Kyle, porque ‘limpávamos’ [varredura em busca de inimigos e para proteção de civis] Fallujah e tínhamos que saber onde estavam os snipers. Nós tivemos uma reunião e conheci ele, de bater um papo mesmo. Foi bem no comecinho da carreira dele também”, afirma. A batalha em Fallujah foi a primeira do atirador americano e é uma das principais cenas do longa-metragem, vencedor do Oscar por melhor direção de som neste ano.
Segundo ele, a homenagem ao "sniper" foi motivada pela importância do trabalho dele para os militares americanos em campo de batalha. Kyle foi morto em 2013, pelas mãos de um fuzileiro naval, quando estava em processo de recuperação do período pós-guerra. “A morte dele nos afetou muito. Tivemos muitos amigos, às vezes até eu mesmo, que foram salvos por ele”, lembra o brasileiro.

Trajetória
Por sonho, brasileiro foi à guerras pelas Forças Armadas dos EUA  (Foto: Reprodução/ TV  Vanguarda)
Apesar de ter nascido em São Paulo, Tessitore passou a infância em São José e, desde pequeno, tinha o sonho de servir às Forças Armadas dos EUA. No início da década de 1990, ele deixou o Brasil para tentar se alistar no serviço militar americano. Mais de 20 anos depois, acumula combates no Iraque e no Afeganistão pelas tropas americanas. “Como você vai correr atrás dos seus sonhos sem recursos para isso? O Brasil não me oferecia nada disso. Meu sonho era ser Marine e ponto”, afirma.
Para ingressar no US Marine, entretanto, ele conta ter passado por um processo rigoroso. Vivendo nos Estados Unidos, Tessitore se casou com uma americana e se alistou na infantaria do país, quando a legislação era menos rigorosa para o ingresso de estrangeiros.
Seis anos anos depois, ele renunciou à cidadania brasileira e adquiriu de vez a cidadania americana, conseguindo assim, servir ao "US Marine". "Desde o ataque terrorista às Torres em 2001, mudou muita coisa para o ingresso nas Forças Armadas e as leis federais na área de imigração continuam mudando", explica.

Emocional
De acordo com Tessitore, os treinamentos intensos das Forças Armadas têm o objetivo de eliminar o inimigo durante a guerra. Para ele, qualquer tipo de hesitação em campo de batalha pode comprometer uma operação inteira. "Somos treinados para matar. Estamos lá pelos nossos companheiros, para salvar a vida de quem está do nosso lado. Depois nós fazemos a parte humanitária no local, mas o inimigo está ali e temos que repeli-lo”, diz o militar.
Após deixar os combates em 2013, o brasileiro enfrentou depressão, como muitos outros americanos que serviram ao país. "No pós-guerra, você volta para casa e fica desligado do mundo, não consegue sair para fazer uma compra porque fica com medo. Descobri com ajuda que o medo que eu sentia era porque essa realidade de vivenciar a guerra não era mais minha", afirma ele, que acabou se separando da esposa durante o período.
À esquerda, Chris Kyle em foto de 2012, e, à dir., Bradley Cooper em 'Sniper americano' (Foto: Paul Moseley/The Fort Worth Star-Telegram/AP e Divulgação)
Hoje, Tessitore conta que faz parte do setor de operações sigilosas das Forças Armadas nos Estados Unidos. Recentemente, voltou a São José dos Campos, onde se casou com uma brasileira que se mudará com ele para os EUA nos próximos meses.
Mesmo deixando os campos de batalha, as marcas da guerra seguem presentes no corpo forte do militar. Entre a caveira em homenagem ao sniper e o nome do "US Marine", está uma das mais significativas: o número 14 em algarismos romanos, em referência ao total de companheiros que Tessitore perdeu na guerra. Entre tantas batalhas vencidas, é justamente esta a derrota mais significativa de Tessitore com as tropas americanas.
G1/montedo.com

Forças Armadas em crise, com Marinha perto de um colapso

Marinha só tem dez navios em condições de navegar
Rubens Barbosa

A defesa nacional e as relações exteriores, dois setores de crucial importância para resguardar os interesses do Estado, foram relegadas a um perigoso segundo plano nos últimos anos. A perda de relevância política associada à decisão governamental de reduzir a participação do Ministério da Defesa e do Itamaraty no Orçamento Geral da União estão trazendo grandes problemas operacionais que põem em questão a própria segurança nacional.
Neste artigo vou limitar-me à área da Defesa, identificando concretamente alguns problemas que afetam as atividades das três Forças e tornam mais difíceis o exercício, de forma eficiente, de suas missões constitucionais e o desenvolvimento dos projetos em execução, alguns dos quais urgentes e de grande significado para a projeção externa do Brasil.
O Orçamento Geral da União atribui ao Ministério Defesa apenas 1,3%, abaixo das necessidades das Forças Armadas. A redução de recursos para o PAC trouxe um corte de R$ 1,6 bilhão para alguns dos projetos mais importantes da Defesa. O forte contingenciamento em 2015 trará sérios prejuízos à manutenção das estruturas físicas, à aquisição de armamentos convencionais, à qualidade dos serviços prestados, incluindo, o que é mais preocupante, as atividades de formação, treinamento e aperfeiçoamento de pessoal, que no caso das Forças Armadas é altamente especializado e relevante para a segurança do País.
No Exército, a escassez de recursos é sentida não só na modernização dos equipamentos, como na execução de sete projetos estratégicos e vários projetos e programas setoriais em andamento. Os projetos Guarani (família de blindados sobre rodas), Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), Defesa Antiaérea, Astros 2020 (sistema de artilharia), Defesa Cibernética e Recop (Recuperação da Capacidade Operacional da Força Terrestre) têm recebido verbas abaixo da previsão, atrasando sua implantação.
Também por causa dos cortes orçamentários impostos às três Forças, o prazo final de entrega das 50 aeronaves EC-725 (Caracal) que estão sendo montadas na Helibras para o Exército, a Marinha e a Aeronáutica passou de 2017 para 2019.

MARINHA À DERIVA
Quanto à Marinha, a esquadra está próxima de um colapso inaceitável. A fragata brasileira Constituição, navio-capitânia da força multinacional que patrulha o litoral do Líbano, quebrou na costa libanesa no fim do mês passado. A avaria é tão grave (a fragata vai completar 37 anos de uso!) que foi preciso despachar um navio-patrulha (menor em tamanho e em capacidades) para substituí-lo na missão. Com isso – em outro vexame nacional – o Brasil se arrisca a perder a liderança da missão, integrada por 15 países.
Por falta de recursos a Marinha deixou de fazer a manutenção necessária nas suas corvetas da classe Inhaúma, que se encontram paradas há mais de dois anos. Noticia-se também a desativação de duas das três fragatas Tipo 22 (classe Greenhalgh), de procedência britânica. Todos esses navios têm, aproximadamente, 30 anos de uso.
Alguns esquadrões navais da Marinha – como o da Flotilha da Amazônia e o da Força de Minagem e Varredura – estão completando 40 anos com os mesmos navios e nenhuma perspectiva de renovação desses seus meios. Isso implica, naturalmente, defasagem tecnológica e adestramento das tripulações fora da realidade da guerra moderna.
Para um país das dimensões e dos interesses do Brasil, a Marinha, na prática, está reduzida a 10 navios: 1 submarino, 3 fragatas da classe Niterói, 2 fragatas Tipo 22, 1 corveta e 3 navios-patrulha. O programa Prosuper, que incorporaria novas embarcações (5 fragatas e 5 navios-patrulha) está paralisado.

NA FAB, O MESMO QUADRO
No tocante à Força Aérea, a modernização dos 43 jatos de ataque A-1 (AMX) da FAB – serviço liderado pela Embraer com a participação de empresas brasileiras e estrangeiras – está praticamente parada. Até agora foram entregues apenas dois A-1M. O cronograma dessa remodelação já está com sete anos de atraso. Agora há rumores de que a FAB não fará o upgrade em todas as aeronaves – talvez só em 30 delas.
Também falta dinheiro para que a FAB possa contratar entre 8 e 12 caças Gripen C (versão anterior à do Gripen NG, vencedor do programa FX-2) a fim de prover a capital da República de alguma proteção aérea atualizada. As aeronaves também seriam muito importantes para ir familiarizando os pilotos de combate brasileiros no manejo do jato sueco. O leasing de cada Gripen C custa US$ 10 milhões por ano.
Por falta de recursos nossa Força Aérea também adiou sine die o projeto de comprar um lote de jatos de treinamento para pilotos de combate. Diante dessa dificuldade, os aviadores precisam passar diretamente da fase de adestramento no avião de treinamento Tucano – um monomotor turboélice – para o manejo do caça supersônico F-5.

EMBRAER SEM PAGAMENTO
Empresas líderes no atendimento aos programas das Forças Armadas, como Embraer, Helibras e a Itaguaí Construções Navais (construção de submarinos) já sentem os efeitos dos atrasos nos pagamentos que deveriam receber em 2014. O caso da Embraer é ainda mais grave. Diante da falta de repasses de dinheiro pelo Comando da Aeronáutica, a empresa – que fechou 2014 com um cash flow negativo em razão dos atrasos nos recebíveis do governo – está tendo de bancar com recursos próprios o desenvolvimento do segundo protótipo do jato cargueiro KC-390.
A falta de recursos adequados está prejudicando programas de significado estratégico e político, como o conjunto de atividades relacionadas com o Programa Espacial Brasileiro: o aproveitamento comercial da Base de Alcântara, o desenvolvimento do projeto para o veiculo lançador de satélites e a fabricação de satélites comerciais.
O Estado de S.Paulo/montedo.com

Livro denuncia IPM do Exército no caso do ET de Varginha

Livro promete divulgar 'verdades não reveladas' sobre ET de Varginha, MG
Ufólogo defende que inquérito teve como objetivo esconder a verdade.
Exército diz que caso está encerrado e que não comenta o assunto.


Livro promete revelar detalhes do Caso ET de Varginha (Foto: Divulgação / Marco Antônio Petit)
(Foto: Divulgação / Marco Antônio Petit)
Lucas Soares
Do G1 Sul de Minas
Um novo livro promete revelar detalhes ainda desconhecidos sobre o suposto aparecimento de um extraterrestre no ano de 1996 em Varginha (MG). Sob o título "Varginha, toda a verdade revelada", a obra do ufólogo e escritor Marco Antônio Petit, co-editor da revista UFO e autor de oito livros sofre ufologia, promete denunciar de forma detalhada como o Inquérito Polícial Militar (IPM) conduzido por autoridades na época teria acobertado fatos sobre o caso para que eles não fossem levados a público.
Marco Antônio Petit fez parte como convidado da equipe de ufólogos que investigou o suposto aparecimento do ET na cidade. Segundo ele, até o início do procedimento instaurado pelo Exército, "a verdade era exposta por cada um de nós independentemente de suas possíveis implicações. Após o procedimento, lentamente as coisas começaram a se modificar".
Petit defende que uma nave alienígena caiu sobre a cidade naquele dia 20 de janeiro de 1996 e que parte de sua tripulação foi recolhida pelas autoridades. O que se seguiu depois, conforme o ufólogo, foi uma série de procedimentos que tinham como objetivo principal esconder a verdade. "A coisa foi muito mais séria do que as pessoas ouviram falar ou tomaram conhecimento. Houve inclusive, em certo momento, até a prisão de militares, suspeitos de estarem colaborando com nossas investigações", disse Petit.
O autor do livro tem percorrido diversas cidades do Brasil fazendo o lançamento e dando palestras sobre a obra. Em entrevista ao G1, Petit conta quais detalhes são revelados no livro e o motivo deles serem divulgados somente agora, quase duas décadas depois.

G1 - O título do seu livro é “Varginha, toda a verdade revelada”. Quais verdades ainda faltavam ser trazidas ao público?
Uma expressiva parcela da história do caso não havia chegado ao público, pelo menos da maneira que deveria ter acontecido, e agora isto está acontecendo de maneira clara. Devo ressaltar também que, após a implosão do grupo principal de investigadores, do qual eu fiz parte de maneira efetiva, por meio de situações que chegaram a envolver, inclusive diretamente, procedimentos e atitudes tomadas pela Inteligência do Exército Brasileiro, eu continuei investigando o caso de maneira independente, tendo acesso a outras informações. Outro componente fundamental do livro é minha análise detalhada em um de seus capítulos do Inquérito Policial Militar (IPM), dentro do qual os dois primeiros investigadores do caso prestaram depoimentos dentro da Escola de Sargento das Armas (ESA). O ponto grave, agora denunciado de maneira detalhada pela primeira vez na presente obra, é que este IPM foi mantido, na época de sua realização, em total sigilo pelos principais investigadores do caso, inclusive com minha participação, por me sentir preso a uma espécie de ética com os dois primeiros pesquisadores de Varginha, já que eu havia chegado ao Sul de Minas para participar das pesquisas como convidado. O livro deixa claro, de maneira inédita, por que isto acontece e quais eram os interesses envolvidos.

G1 - Em reportagem online da Revista Ufo é dito que o senhor sempre deixou claro que parte de suas descobertas não poderiam ser reveladas por diversos motivos. Que motivos são esses e por que eles merecem vir à tona agora, 19 anos depois?
Autor de novo livro sobre o caso Varginha fez parte de equipe de ufólogos que investigaram o caso (Foto: Divulgação)
Autor de novo livro sobre o caso Varginha fez parte
de equipe de ufólogos que investigaram o caso
(Foto: Divulgação)
Eu me sentia refém de uma situação extremamente desconfortável, que durou muitos anos, ligada ao fato de ter chegado a Varginha para participar das pesquisas como convidado."
Marco Antônio Petit, escritor e ufólogo
Um dos aspectos eu já abordei. De uma forma ou outra, depois da deflagração do IPM, que ao contrário que a mídia divulgou mais recentemente com sua liberação por meio da campanha “UFOs – Liberdade de Informação, Já”, desenvolvida contra o acobertamento pela revista UFO, da qual sou coeditor, e pela Comissão Brasileira de Ufólogos, não foi um procedimento para apurar a realidade ou não do caso, mas sim a existência de ilícito penal (crime) nas declarações dos autores do primeiro livro sobre o caso, as coisas começaram a se modificar dentro do grupo de pesquisadores. Eu me sentia refém de uma situação extremamente desconfortável, que durou muitos anos, ligada ao fato de ter chegado a Varginha para participar das pesquisas como convidado. Até o início do procedimento (IPM), a verdade era exposta por cada um de nós independentemente de suas possíveis implicações. Após o procedimento, lentamente as coisas começaram a se modificar. O livro explica bem todo esse processo e quais os fatos que me levaram a romper com qualquer forma de acobertamento.
Outro fator decisivo, que me levou a revelar outros detalhes sobre a história, foi a constatação recente, por meio de uma investigação liderada pelo coordenador da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), o pesquisador Fernando Aragão Ramalho, da atual situação dentro da área militar de alguns dos militares do Exército, que haviam colaborado de início com as nossas pesquisas, passando informações valiosas. Eu mesmo havia gravado um desses depoimentos em vídeo com um militar da ESA diretamente envolvido com o caso.

G1 - A mesma reportagem fala que você defende a queda de uma nave alienígena naquele dia e o recolhimento da tripulação por militares. No entanto, as informações teriam vazado e parte teria sido divulgada à imprensa. O Caso ET, como conhecemos hoje pela mídia, foi maior ainda do que foi noticiado?
Na verdade o caso é muito maior e mais importante do que as pessoas tomaram conhecimento. Teve o envolvimento de um número bem mais numeroso, inclusive de militares de alta patente, cujos nomes apresento de maneira definitiva, para que fique firmado que não estamos brincando de fazer Ufologia. A coisa foi muito mais séria do que as pessoas ouviram falar ou tomaram conhecimento. Houve inclusive, em certo momento, até a prisão de militares, suspeitos de estarem colaborando com nossas investigações.

G1 - Na sua visão, como o Exército abordou o acontecimento? Foi feito realmente um grande trabalho de acobertamento dos fatos?
Houve de fato um acobertamento visando manter o sigilo sobre cada detalhe do caso e o envolvimento militar com a história. Esse acobertamento foi liderado ao longo de todo o ano de 1996 pelo comando da Escola de Sargento das Armas (ESA). Houve de fato, como o livro destaca, a participação direta, não só no que diz respeito aos fatos ligados ao caso, mas também envolvendo o seu acobertamento, de altas patentes da Polícia Militar de Minas e do Corpo de Bombeiros, como pode ser vislumbrado inclusive nos autos do próprio IPM relacionados ao primeiro livro sobre Varginha.

G1 - Qual a sua opinião sobre a conclusão do inquérito do Exército, que apontou que o “ET de Varginha” se tratava de um morador da cidade?
O livro demonstra claramente como isto não passou de uma das manobras dos responsáveis pelo IPM, com a participação direta do comandante da PM local na época (1997), para negar a queda da uma nave alienígena e o recolhimento de pelo menos parte de sua tripulação por forças militares. Para que o autor do livro “Incidente em Varginha” pudesse ser inocentado de qualquer forma de responsabilidade criminal dentro do procedimento, era necessário que ele aparecesse como uma pessoa ingênua, que havia dado credibilidade a fatos inverídicos. Ou seja, o caso não podia ser verdadeiro. As duas situações que se concretizaram com o findar do IPM estavam muito mais interligadas do que as pessoas poderiam imaginar. É necessário explicar, para que isto possa ser entendido melhor, como o livro detalha, que o comando da ESA, após o início do IPM em janeiro de 1997, foi substituído e os que assumiram a responsabilidade de dar seguimento ao IPM passaram a tratar o assunto dentro de uma outra ótica, onde os procedimentos da área da Inteligência militar passariam a inspirar todas as atitudes.
A maior prova que esse IPM nunca foi desenvolvido para avaliar a verdade sobre o caso de Varginha está na própria atitude de sigilo mantida pelo Exército durante o procedimento de apuração, e mesmo após sua conclusão. Ele só foi divulgado e chegou à mídia mediante sua localização pelo nosso grupo (CBU). Se a sua conclusão está de fato substanciada nos autos do processo, por que o próprio Exército não chamou a mídia e cuidou de sua divulgação pública? A resposta para essa questão, e tantas outras coisas incompreensíveis para aqueles que acompanharam o caso, está agora finalmente disponível em meu livro.

G1 - O que o Exército ainda insiste em esconder sobre o Caso Varginha?
Em termos de documento hoje de domínio público, o IPM, é a maior evidência de que algo extremamente importante aconteceu de fato no Sul de Minas em janeiro de 1996"
Marco Antônio Petit
O caso envolveu a queda de uma nave alienígena e o recolhimento, como já disse, de pelo menos parte de sua tripulação. E a história não se resume apenas a isso. Todo e qualquer fato desse tipo é considerado, dentro de qualquer nação, na área da segurança nacional e possui implicações na visão dos que defendem o acobertamento, capazes potencialmente de desestabilizarem nossas instituições militares, governamentais, religiosas etc. Isto, entretanto, é apenas parte do problema. Existem outras implicações que aqui não temos espaço para expressar e detalhar. Devo ressaltar, entretanto, que o sigilo sobre Varginha vai muito além dos limites de comando e do interesse de nosso Exército, como destaco também no livro.

G1 - Vocês tiveram acesso a algum documento ou registro que torna inegável que algo de origem extraterrestre esteve em Varginha?
Além dos depoimentos de militares diretamente envolvidos com vários aspectos do caso, gravados em áudio e vídeo (os quais, de início, eu era apenas um dos quatro pesquisadores a possuir, mas que agora, por questões de segurança, já estão também em outras mãos), e de inúmeros testemunhos civis de credibilidade, se de fato estudarmos com atenção os próprios autos do IPM, teremos uma surpresa.
Basta comparar a própria documentação que faz parte do procedimento com as explicações e depoimentos dos militares para percebermos as inúmeras contradições. Em termos de documento hoje de domínio público, o IPM é a maior evidência de que algo extremamente importante aconteceu de fato no Sul de Minas em janeiro de 1996. Um dos motivos do Exército para não permitir sua divulgação envolveu justamente este tipo de realidade. Não basta apenas ler sua conclusão.
O memorial inacabado em Varginha (MG) e o suposto et no detalhe: assunto ainda gera discussões quase 20 anos depois (Foto: Reprodução EPTV)
Memorial inacabado em Varginha (MG) e o suposto ET no detalhe: assunto ainda gera discussões quase 20 anos depois
 (Foto: Reprodução EPTV)

Em outubro de 2010, a revista ‘Isto é’ publicou uma reportagem sobre o inquérito policial que apurou a participação do Exército, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros no caso Varginha. O resultado, segundo a revista, deixou claro que não houve nenhuma captura de ser extraterrestre no dia 20 de janeiro de 1996. A reportagem mostrou que o inquérito aberto e concluído em 1997, com 357 páginas, apontou que o que teria acontecido na verdade foi uma confusão. O texto diz que um cidadão, provavelmente sujo por causa da chuva e visto agachado junto a um muro, teria sido confundido com uma criatura do espaço por três meninas. Ainda conforme o documento, um morador da cidade chamado Luiz Antônio, seria o homem visto no terreno baldio naquela época.O outro lado
Em contato com o G1, a assessoria de comunicação do Exército brasileiro informou que o caso já está encerrado e que por isso não há mais comentários a se fazer sobre o assunto.

Serviço:
O livro "Varginha, toda a verdade revelada", pode ser solicitado para envio por correio, registrado e com o autógrafo do autor, pelo email marcoantoniopetit@gmail.com ou pelo site www.ufo.com.br.
G1/montedo.com

Subtenente do Exército pede guarda do filho após mãe ser indiciada por morte do mais velho

Inquérito conclui que Cristiane Coelho matou o filho com chumbinho.
Delegado vai pedir a prisão preventiva de Cristiane Coelho.

Lewdo Bezerra morreu após ingerir sorvete de morango servido pela mãe, segundo delegado (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)Do G1 CE
O subtenente do Exército Francileudo Bezerra pediu na Justiça a guarda do filho mais novo, de 6 anos, que está morando com a mãe, no Recife. Nesta quarta-feira (15), o delegado Wilder de Brito Sobreira, do 16º Distrito Policial, divulgou o inquérito que apurou o assassinato do filho mais velho do casal, Lewdo Bezerra, de 9 anos, e apontou a mãe do menino, Cristiane Coelho, como a autora do envenenamento do filho.
Nesta quarta-feira (16), o advogado do militar deu entrada na Vara de Família de Fortaleza com o pedido de guarda do filho mais novo, que tem autismo. “Eu acredito que a decisão saia logo, já que está provado que a mãe matou o outro filho”, acredita o advogado Walmir Medeiros. Segundo o advogado, se o juiz decidir favoravelmente em favor do pai, uma carta precatória será enviada ao Recife para que um oficial de Justiça faça o resgate da criança e encaminhe para Fortaleza.
De acordo com as investigações, Cristiane Coelho envenenou o filho com chumbinho adicionado a sorvete de morango, na casa onde a família vivia no Bairro Dias Macêdo, em Fortaleza. "A Cristiane, que dizia ter sido espancada pelo marido, matou o filho envenenado fazendo uso de sorvete de morango. Não há mais dúvida", afirmou o delegado Wilder Brito, após a conclusão do inquérito.
Leia também:
Ceará: esposa de subtenente do Exército colocou veneno no sorvete do filho, diz polícia.
Prisão preventiva
O delegado está concluindo o relatório do inquérito que deve ser encaminhado nesta semana ao Ministério Público do Estado do Ceará. No relatório, o delegado pede o indiciamento e a decretação da prisão preventiva de Cristiane Coelho por homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio. "O laudo [pericial] reafirma tudo o que a gente já suspeitava, que quem matou o menino Lewdo foi a Cristiane, a própria mãe, e quem envenenou o pai [de Lewdo Bezerra] foi também a mãe", disse Wilder Brito.
Após o recebimento do relatório, cabe ao promotor de Justiça Humberto Ibiapina, da 3ª Vara do Júri, se manifestar contra ou a favor da prisão. A juíza Christianne Magalhães Cabral, titular da 3ª Vara do Júri, pode acatar, ou não, o parecer do promotor. No caso de concordância com prisão, a juíza expede um mandato de prisão e envia por carta precatória à Justiça do Pernambuco, para que cumpra o mandado e prenda Cristiane Coelho.

O Crime
Na madrugada de 11 de novembro, o subtenente do Exército Francileudo Bezerra e seu filho, Lewdo Bezerra, ingeriram veneno para rato, conhecido como "chumbinho". O pai ficou em coma por uma semana e se recuperou. Francileudo chegou a ser apontado como suspeito de homicídio, porque, na madrugada do crime, a mulher contou à polícia que ele tinha matado o filho com tranquilizantes e tentado se matar, além de agredi-la. Mas a suspeita foi descartada após a conclusão do laudo, segundo o delegado.

Investigações
O laudo pericial da segunda reconstituição da morte do menino Lewdo Ricardo aponta que a mãe da criança fez pesquisas na internet sobre como envenenar pessoas com chumbinho. De acordo com o delegado e os peritos, Cristiane e Francileudo usavam o mesmo notebook, mas de formas diferentes. “Os equipamentos eletrônicos foram enviados ao núcleo de informática [perícia], e neles os peritos descobriram situações que precisavam ser esclarecidas”, disse o perito José Cordeiro de Oliveira.
Por isso, segundo ele, houve a necessidade da segunda reconstituição do crime, feita em 8 de abril. “Ela fez pesquisas sobre como envenenar uma pessoa com chumbinho [enquanto o marido estava trabalhando]”, afirmou o delegado Wilder Brito.
Se acordo com o primeiro depoimento da mulher do militar, Cristiane Renata Coelho, o marido obrigou que ela e o filho ingerissem tranquilizantes com objetivo de matá-los e, em seguida, tentou suicídio com remédios, mas o laudo toxicológico no corpo do menino indicou que ele morreu por ingestão de veneno de rato. O subtenente chegou a ser preso em flagrante pelo crime e levado para o Hospital do Exército, onde ficou em coma por uma semana.
G1/montedo.com

TRF-2 nega pensão militar a neta órfã e deficiente visual

MUDANÇA NA LEI

Uma portadora de deficiência visual, que é órfã de pai e mãe, não conseguiu garantir na Justiça a pensão militar do avô falecido. A 8ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que tem jurisdição no Rio de Janeiro e Espírito Santo, manteve a decisão da primeira instância que negou o pedido da autora por entender que apenas filhos e cônjuges têm direito ao benefício.
A ação foi ajuizada na Justiça Federal do Rio de Janeiro. A autora alegou que a pensão havia sido instituída antes das alterações na lei que trata do regime de previdência dos militares, que não garante mais o benefício para os órfãos netos dos membros das Forças Armadas.
O militar morreu em 1943. A partir de então, sua viúva passou a receber a pensão por morte até 1968, quando também morreu. A neta pediu para receber o benefício sob a alegação de que era dependente economicamente da avó e que, além de cegueira, também sofre limitações físicas de locomoção.
De acordo com o relator da apelação, desembargador Marcelo Pereira da Silva, na época da morte do militar, as leis e decretos vigentes garantiam aos netos órfãos de pai e mãe o direito de herdar a pensão, entretanto isso só era possível se o beneficiário apresentasse sua condição na data da morte de quem instituiu o benefício. Isso não aconteceu no caso porque a autora nasceu em 1954.
O desembargador explicou que as pensões militares obedecem às regras da Medida Provisória 2.215-10, de 31 de agosto de 2001. A norma estabelece como beneficiários o cônjuge, companheiro ou companheira que comprove união estável; a pessoa que recebia pensão alimentícia do morto, os filhos ou enteados; o menor sob guarda ou tutela do instituidor ou o irmão órfão até 21 de idade ou até 24 anos de idade, se estudantes universitários ou, se inválidos, enquanto durar a invalidez; além de a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do militar. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-2.
Processo 0016353-97.2010.4.02.5101
ConJur/montedo.com

Prefeitura de SP pede ajuda do Exército para combater a dengue

(Imagem: Prefeitura de Campo Limpo Paulista)
A Prefeitura de São Paulo pediu ajuda do Exército no combate à dengue na capital. Em até dez dias, 50 soldados estarão treinados para entrar nas casas acompanhando os atuais 2,5 mil agentes de zoonose da Vigilância Sanitária e 7 mil agentes de saúde. Os soldados vão ser alocados para bairros com maiores índices de violência onde, segundo Haddad, há resistência dos moradores em abrir a porta para os agentes.
"Queremos usar esses profissionais mais qualitativamente. Porque em alguns bairros, sobretudo onde há muita violência, a pessoa às vezes se recusa abrir as portas para a Vigilância Sanitária", disse o prefeito. "Então, não é um problema quantitativo, é qualitativo. Se a pessoa (agente) está acompanhada de um soldado, o morador se sente mais seguro de abrir." Segundo o prefeito, o apoio do Exército vai garantir mais "respaldo" à visita das equipes.
De acordo com o secretário-adjunto de Saúde, Paulo Puccini, a Prefeitura não consegue entrar em cerca de 20% das casas visitadas. "Perto dos 2.500 agentes, 50 é pouco. Mas a qualidade que a presença (do Exército) dá, a credibilidade que possa transmitir à equipe no sentido da maior confiança do morador em abrir o seu lar para a entrada da equipe, isso qualifica a nossa equipe. Dá um novo tom."
Haddad solicitou ainda o apoio de instituições interessadas em colaborar e disse que este momento é de "mobilizar todos os esforços da cidade".

Tendas
Nesta quinta-feira, 16, a Prefeitura instalou uma tenda na Lapa, junto ao Hospital Sorocabano, na zona oeste. Com ela, são seis em funcionamento, com capacidade para o atendimento diário de até 200 pessoas em cada uma.
Já na zona norte, há três: a tenda da Brasilândia, junto à Unidade Básica de Saúde (UBS) Vista Alegre; a da Freguesia do Ó, no Atendimento Médico Ambulatorial (AMA) Vila Palmeiras; e uma no Jaraguá, na AMA/UBS Elísio Teixeira Leite.
Na zona sul, são duas em funcionamento: no interior da Subprefeitura da Cidade Ademar e uma anexa ao Hospital M'Boi Mirim.
Até a semana que vem, serão instaladas mais três tendas. Na zona oeste, haverá uma no Hospital Professor Mario Degni, no Rio Pequeno. A zona leste ganhará duas: na Vila Nova Manchester, no Carrão; e em Itaquera, anexa ao Hospital Professor Waldomiro de Paula.
A CIDADE/montedo.com

Brasil congela programa de compra de navios militares

O Prosuper previa a compra de cinco navios-patrulha oceânicos, cinco navios fragata de cerca e um navio de apoio logístico, que terão que ser fabricados em estaleiros brasileiros

Construção de navio no estaleiro de Mauá, no Rio de Janeiro: o valor de mercado da Petrobras dobrou em 2009 graças às descobertas do pré-sal
Construção de navio no estaleiro de Mauá, no Rio de Janeiro: o valor de mercado da Petrobras dobrou em 2009 graças às descobertas do pré-sal
Da EFE
Rio de Janeiro - O Brasil adiou o programa Prosuper, por meio do qual pretende comprar 11 navios de guerra para a Marinha, devido à crise econômica que o país atravessa, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Defesa, Jaques Wagner.
Em entrevista coletiva na feira de defesa LAAD, Wagner disse que "não é razoável" planejar novas aquisições de navios neste ano devido ao programa de ajustes orçamentários realizado pelo governo.
O comandante da Marinha, o almirante Eduardo Barcellar Leal Ferreira, afirmou que a licitação, da qual participam sete países, "não está concluída" e ratificou que o processo está "momentaneamente paralisado".
O programa Prosuper prevê a compra de cinco navios-patrulha oceânicos de 1.800 toneladas, cinco navios fragata de cerca de 6.000 toneladas e um navio de apoio logístico de 24.000 toneladas, que terão que ser fabricados em estaleiros brasileiros.
Os sete estaleiros que apresentaram propostas comerciais são Thyssenkrupp (Alemanha), DSME (Coreia do Sul), Navantia (Espanha), DCNS (França), Damen (Holanda), Ficantieri (Itália) e BAE (Reino Unido).
O ministro também informou que, devido à crise econômica, foi reduzido o ritmo de produção dos 50 helicópteros EC725, que o país fabrica em associação com a Eurocopter para equipar à Força Aérea.
A LAAD é a maior feira de defesa e segurança da América Latina e reúne delegações oficiais e cerca de 650 expositores de 71 países.
A feira começou ontem, no centro de convenções Riocentro, no Rio de Janeiro, e terminará na próxima sexta-feira.
EXAME/montedo.com

Por mais terras que eu percorra...

Canção do Expedicionário
Num país como o Brasil, tradicionalmente avesso à preservação da sua história e cultura, é natural que a memória dos eventos históricos se perca na poeira do tempo. Mesmo a participação brasileira na II Guerra Mundial, ocorrida quase na metade do Séc XX, quando já se dispunha do cinema, do rádio e da fotografia para o seu registro, possui um legado audiovisual muito aquém do seu potencial. E o mais grave: boa parte desse legado se esvai para o ralo.
Não fossem as associações de veteranos, mantidas por meio dos recursos pessoais dos ex-combatentes, terem servido ao longo dos anos como referência para a guarda das recordações pessoais de guerra, fosse por intermédio dos pracinhas ou de suas famílias, esse quadro seria ainda pior.
Embora tenha sido a FEB a nossa última experiência bélica, contendo inestimáveis ensinamentos para as Forças Armadas – seja na mobilização ou no combate propriamente dito – passados quase 70 anos da entrada do Brasil na guerra, por incrível que pareça, ainda não existe uma entidade oficial, civil ou militar, encarregada especificamente da pesquisa, guarda e preservação do seu acervo material. Uma entidade que sirva de referência para a doação dos acervos pessoais dos veteranos e de suas associações, visto que quase todas elas já estão fechadas – ou em vias de – face a avançada idade dos veteranos remanescentes (o veterano da FEB ”mais jovem” possui hoje 86 anos).
Curiosamente, em 2008, enquanto o museu da Casa da FEB – o principal museu da FEB na região sudeste – fechava as suas portas por falta de recursos para a manutenção, a União Nacional dos Estudantes (UNE) era contemplada com R$ 30.000.000 de reais em recursos para a reconstrução da sua sede, no bairro do Flamengo. Por sinal, originariamente o local não lhe pertencia, mas à Sociedade Germânia: um clube de imigrantes alemães, fundado em 1929, e despropriado por decreto pela ditadura Vargas, em 1942, quando da entrada do Brasil na IIGM.
Coube à iniciativa privada, por meio das empresas Tecnolach, Mobilazh, Sparch e Printech, do Grupo CHG a missão de proporcionar a associação os meios materiais necessários, reformando o Museu da FEB segundo um moderno e arrojado projeto que objetiva a perpetuação desta importante instituição.
O volume de material histórico que certamente já foi para a lata do lixo, ou para a mão de colecionadores particulares, ao longo das décadas, é incomensurável. Irreversível. Felizmente, de todo o legado audiovisual da FEB, a parcela que talvez tenha sido mais preservada foi o seu legado musical.
A Canção do Expedicionário, obra que encabeça esse legado, é o verdadeiro Hino da Força Expedicionária Brasileira. Foi lançada em disco em outubro de 1944, na oportunidade em que 3 dos 5 escalões da FEB já estavam na Itália. Em setembro, os pracinhas já tinham recebido o batismo de fogo.
A música é do maestro Spartaco Rossi e o poema de Guilherme de Almeida. São versos maravilhosos que retratam os valores do homem brasileiro que vai lutar, levando no coração a saudade da Pátria. Guilherme de Almeida aproveita nomes e versos de canções e expressões de uso corrente nessa genial criação. Uma canção militar de inspiração inusitada. Quando ia ser impressa, o maestro Spartaco Rossi mandou um pedido aos irmãos Vitale, para que o primoroso poema de Guilherme de Almeida fosse publicado na íntegra. Isso aconteceu.

Colaborador: revista@clubemilitar.com.br
PORTAL FEB/montedo.com

Canção do Expedicionário
Letra: Guilherme De Almeida/música: Spartaco Rossi

Você sabe de onde eu venho ?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
(Vagalume)

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