2 de julho de 2015

Reserva só após quarenta anos de serviço: é verdade, só que não!

Vez por outra, isso acontece: está circulando nas redes sociais uma matéria com o título "Militares só vão poder sair das Forças Armadas após 40 anos de serviço". É verdade. Porém, a notícia, de janeiro deste ano, refere-se aos militares de Portugal. Nada a ver com as Forças Armadas do Brasil, por enquanto.

PR: após denúncia de cárcere privado, soldados são liberados da enfermaria de regimento do Exército

DENÚNCIA DE 'CÁRCERE PRIVADO'
3º RCC de PG libera militares ‘presos’ que acionaram Justiça

Rodrigo de Souza
Ponta Grossa (PR) - Após denúncia de 'cárcere privado' dentro da enfermaria, comando 'liberou' militares para retornarem às casas antes que Justiça aceitasse habeas corpus
Os oito militares que estariam ‘presos’ dentro da enfermaria do 3º Regimento de Carros de Combate (3º RCC) de Ponta Grossa foram liberados no final da tarde da última terça-feira (30) e já fazem tratamento domiciliar. A situação foi denunciada pelo pai de um dos militares, José Borges. De acordo com a denúncia, todos tinham autorização médica para permanecer em casa durante a recuperação de lesões, mas o sub-comandante do 3º RCC, Major Edgar Marcelo de Oliveira Pereira, teria dado ordens verbais para que eles não saíssem do local.
Os ‘presos’, que não serão identificados na reportagem, acionaram a Justiça Federal e entraram com um pedido de habeas corpus para saírem da enfermaria. No entanto, antes da decisão da Justiça, o comandante do 3º RCC, tenente-coronel Carlos Luiz Guedes Neto, optou por liberar os oito militares.
De acordo com o advogado de seis dos oito reclusos, a decisão do 3º RCC foi tomada para evitar que o habeas corpus impetrado junto à Justiça não tivesse fundamento. “O sub-comandante os liberou e, para se defender, afirmou que os soldados foram deixados durante cinco dias na enfermaria para acompanhamento médico. No entanto, em três dias não havia nenhum médico acompanhando-os”, relata o advogado, que também pediu para não ser identificado.
A Justiça Federal deve tomar uma decisão sobre o caso até o final da tarde desta quarta-feira (01). Segundo o advogado, os laudos médicos comprovando que os militares poderiam optar pela recuperação dentro do 3º RCC ou na própria residência foram encaminhados durante a manhã desta terça (01) para que os juízes responsáveis se embasassem no caso. Uma decisão inicial sobre o caso deve sair até o final da tarde.
Caso julgue favorável aos militares, a Justiça pedirá que o sub-comandante do 3º RCC, Major Edgar Marcelo de Oliveira Pereira, dê explicações sobre o caso. Depoimentos dos oito militares envolvidos e de mais algumas pessoas relacionadas também sevem ser colhidos pelos juízes federais da subseção de Ponta Grossa antes de julgar, definitivamente, o processo.
Sub-comandante admite falhas durante ‘depoimento’
O sub-comandante do 3º RCC, Major Edgar Marcelo de Oliveira Pereira, admitiu algumas falhas durante o processo de recuperação dos militares enfermos em um documento enviado à Justiça Federal. De acordo com o laudo de resposta ao habeas corpus impetrado pelos advogados dos militares, o sub-comandante admitiu um retardo no atendimento médico que acabou comprometendo a recuperação dos enfermos.
Segundo o documento, o Major Edgar Marcelo de Oliveira Pereira “identificou que houve um retardo entre a data da dispensa médica do militar e o início do tratamento, denotando perda de eficiência na recuperação do enfermo, comprometendo a higidez do militar”.

Família de militar denuncia condições desumanas
Durante a manhã desta quarta-feira (01), a tia de um dos reclusos, Célia Moraes, expôs a situação vivida pelos militares reclusos dentro da enfermaria do 3º RCC. Célia procurou a reportagem do Portal ARede após saber das denúncias do pai de um dos ‘presos’, José Borges.
De acordo com Célia, todos os militares ficaram desde quinta-feira (25) em uma sala pequena, de aproximadamente 18 m². O sobrinho se ‘apresentou’ na sexta-feira (26) pela manhã e esteve na mesma situação.
“Alguns passaram frio durante as noites porque estavam somente com a roupa do corpo e não tinha cobertores para dormir. Além disso, ninguém tinha autorização para sair da sala”, conta a tia de um dos militares.
Segundo Célia, o sobrinho fez cirurgia no joelho e pegou licença médica de 120 dias. No entanto, foi chamado para se reapresentar antes do prazo previsto. “O joelho dele piorou, ele diz que não sente direito a panturrilha e estava todo o tempo ser fazer fisioterapia”, declara. O militar teve uma lesão no ligamento cruzado em um Treinamento Físico Militar (TFM) e precisou fazer uma cirurgia de correção de menisco.
O pai de outro militar recluso também reclamou a situação vivida dentro da enfermaria. “Eles não podem nem sair da enfermaria para tomar sol. É como se fossem mantidos em cárcere privado. Para se ter uma ideia, a toalha utilizada no banho precisa ser estendida na janela, porque não podem sair da enfermaria”, revelou José Borges, o pai de um deles.

Entenda o caso
José Borges, pai de um dos militares, procurou a reportagem do Portal ARede e do Jornal da Manhã para denunciar uma situação de abuso de autoridade e de ‘cárcere privado’ dentro do 3º Regimento de Carros de Combate (3º RCC) de Ponta Grossa. Segundo ele, os oito militares tinham licenças médicas e poderiam permanecer em casa para o tratamento. No entanto, o sub-comandante do 3º RCC, Major Edgar Marcelo de Oliveira Pereira, teria dado ordens verbais para que eles não saíssem do local.
Dos oito, sete entraram na Justiça com um pedido de habeas corpus para serem liberados. Apenas um, com medo de sofrer represálias posteriores, não acionou a Justiça Federal.
Segundo informações dos advogados, os militares teriam se machucado durante instruções internas, no campo e em Treinamento Físico Militar (TFM). Com laudos médicos confirmando a lesão, alguns chegaram a passar por cirurgias e voltaram para casa. No entanto, retornaram ao 3º RCC sob ordens de superiores e não foram mais liberados – mesmo podendo, teoricamente, escolher entre o repouso no próprio 3º RCC ou em casa.
Os militares, ainda de acordo com o advogado não teriam cometido nenhuma infração grave que justificasse a permanência deles dentro do quartel em situação de penalização. O fato se caracterizaria como abuso de poder e cerceamento da livre possibilidade de ir e vir.
“O major Edgar Marcelo deu uma ordem verbal, sem motivo, sem eles terem cometido crime, nem transgressões, para os rapazes ficarem presos. Eles tiveram o cerceamento da liberdade”, declara José Borges.

Comando nega situação de autoritarismo
Procurado pela equipe de reportagem, o comandante do 3º RCC, tenente-coronel Carlos Luiz Guedes Neto, negou a situação de autoritarismo. Ele explicou que os soldados não foram presos e que, por não cumprirem com obrigações previstas, não foram liberados – as obrigações seriam, por exemplo, comparecer às sessões de fisioterapia.
“Pelas leis militares eu posso suspender a dispensa domiciliar e pedir para eles serem tratados no quartel. Como eles não se trataram corretamente, eu optei por trazer eles novamente aqui [3º RCC]”, explica o tenente-coronel.
O comandante destacou ainda que os rapazes passaram por avaliações médicas e, dos oito, apenas um continuou realizando o tratamento domiciliar. “A médica falou que eles estão prontos para trabalhar. Eles não se trataram corretamente, então é minha obrigação zelar pela saúde dos militares”, afirmou.
O sub-comandante do 3º RCC, Major Edgar Marcelo de Oliveira Pereira se defendeu dizendo que os rapazes receberam apenas determinações para se apresentarem no quartel, onde seriam realizados exames médicos.
A Rede/montedo.com

Comento
“Pelas leis militares eu posso suspender a dispensa domiciliar e pedir para eles serem tratados no quartel.", diz o comandante. Faltou um assessor para esclarecê-lo de que não existe 'leis militares': existem LEIS! Acima delas, está a Constituição Federal, a Lei Magna. Aliás, é sempre conveniente dar uma 'papirada' em seu Artigo 5º para evitar surpresas. Sabe como é, sempre pode aparecer um promotor 'cri-cri' exigindo que ele seja respeitado.

Livro Revela Descaso do Brasil com Militares Feridos na Segunda Guerra

Marina Lemle
Amputado não identificado da FEB. 
Episódio obscuro da história, a internação de cerca de 250 pacientes brasileiros em hospitais dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial vem à tona por meio do historiador Dennison de Oliveira, que acaba de lançar pela editora Juruá o livro Aliança Brasil-EUA – Nova História do Brasil na Segunda Guerra Mundial. O capítulo “Pacientes brasileiros internados nos EUA” trata do que o autor considera uma das faces mais trágicas da documentação a que teve acesso nos Arquivos Nacionais dos EUA em Maryland. Negligenciados pelo governo do Brasil, os feridos de guerra brasileiros recebiam daquele país resgate e atenção médica.
“Sabe-se que começa nesse momento uma das etapas mais importantes do processo de reintegração social do ex-combatente, que é sua recuperação e reabilitação motora e/ou sensorial. É lamentável que essa etapa tenha sido conduzida de forma tão inadequada e mesmo desrespeitosa para com aqueles que sacrificaram em prol da pátria sua saúde e felicidade no exercício do serviço militar em tempo de guerra”, afirma Oliveira. Em entrevista ao blog de HCS-Manguinhos, ele conta como foi o trabalho de pesquisa e o que descobriu.

- Sabe-se quantos brasileiros foram levados para tratamento nos EUA na Segunda Guerra?
- O que dispomos, ainda hoje, são estimativas. Numa anotação rascunhada, anexa à História da Força Expedicionária Brasileira que o comando do Exército dos EUA no Brasil redigiu ao final da guerra, lê-se que teriam sido 776 os pacientes brasileiros evacuados da Itália para o Brasil, dos quais “pequeno número” teria antes passado por hospitais militares dos Estados Unidos. Com base nas pesquisas que realizei nos Arquivos Nacionais estadunidenses em setembro de 2014, estimo que cerca de 250 pacientes brasileiros foram internados em diferentes hospitais mantidos pelas forças armadas dos EUA naquele país durante a Segunda Guerra Mundial.
Ferido da FEB não identificado.

- Onde eles foram resgatados?
Uma vez removidos dos hospitais militares por toda frente de batalha da Campanha da Itália, seguiam para o porto de Nápoles. De lá eram embarcados em navios-hospitais até os EUA, onde eram internados em três diferentes hospitais militares, especializados respectivamente em doenças psiquiátricas, fraturas e amputações.

- Por que foram levados para os EUA e não para o Brasil?
Os pacientes removidos para os EUA eram os casos mais sérios que demandavam tratamento especializado, àquela época não disponível no Brasil. Os termos e condições que deveriam presidir a escolha dos pacientes a serem removidos para os EUA, a maneira pela qual seriam tratados, quando e de que forma deveriam ser repatriados jamais foram formalmente acordadas entre as autoridades do Brasil e dos EUA. Estas questões de importância fundamental para a saúde, o futuro e a felicidade dos veteranos de guerra brasileiros deveriam ter sido formalizadas numa resolução a ser emitida pela Comissão Conjunta de Defesa Brasil-EUA, com sede em Washington. Esta comissão e sua congênere no Brasil, a Comissão Militar Conjunta Brasil-EUA, com sede no Rio de Janeiro, foram tema de meu projeto de pesquisa de pós-doutorado, que motivou viagem de estudos aos EUA. No decorrer da pesquisa ficou claro que jamais foi assinado tal acordo, dando, na prática, carta branca às autoridades militares dos EUA para decidirem a respeito do destino dos pacientes brasileiros, incluindo se deveriam ou não seguir para tratamento naquele país. Em contraste, já em 1942 as autoridades militares dos EUA formalizaram, através de uma resolução baixada pela comissão em Washington, a forma pela qual funcionariam as enfermarias e hospitais de campanha que haviam instalado em cidades brasileiras como Natal, Belém e Recife. Esses estabelecimentos médicos destinavam-se a atender feridos e doentes estadunidenses, tanto oriundos do pessoal militar que trabalhava nas bases aéreas e navais mantidas pelos EUA no Brasil, quanto das tripulações de aeronaves que faziam a ponte aérea com a África, uma ligação de importância vital para a logística dos países Aliados então em luta contra as potências do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial.

- Qual foi a postura das autoridades brasileiras em relação aos pacientes internados nos EUA?
Dennison de Oliveira
A lista de irresponsabilidades, descasos e omissões é tão grande que seria mais fácil falar o que o Brasil fez pelos seus ex-combatentes internados em hospitais dos EUA: quase nada. Veteranos de guerra de ambos os sexos (combatentes e enfermeiras) demandando internamento hospitalar começaram a chegar aos EUA no final de 1944 pegando de surpresa os membros brasileiros da comissão em Washington que, inicialmente, nada podiam fazer por eles. Todos os pacientes careciam de roupas íntimas, uniformes, intérpretes, médicos e enfermeiras brasileiros, próteses e membros artificiais permanentes e soldos para pagarem pequenas despesas.
Com muito custo e depois de um tempo considerável conseguiu-se do Ministério da Guerra no Brasil o atendimento, tardio e parcial, de algumas dessas demandas. A demora em enviar uniformes do Brasil para os internos em hospitais dos EUA significou que eles passariam todo o tempo vestindo pijamas. Isso os impedia de sair do hospital para participar dos passeios e visitas a locais de lazer que lhes eram oferecidos pela Cruz Vermelha estadunidense e certamente os expunha a sentimentos como vexame e tédio, além de ser fonte de ressentimento.
Também jamais foram-lhes enviadas as medalhas por terem se ferido em combate ou se distinguido em ações de guerra, e nem mesmo os distintivos nacionais que teriam sido importantes para elevar seu moral. Os poucos membros brasileiros da comissão conjunta em Washington se esforçavam em visitar seus compatriotas internados, mas parece claro que sua atuação como intérpretes foi claramente insuficiente. Só a muito custo se conseguiu o envio do Brasil de médicos para fazer a triagem de pacientes para os hospitais dos EUA e para acompanhá-los de volta ao Brasil. As enfermeiras jamais foram enviadas, apesar dos repetidos protestos contra a má atuação dos enfermeiros brasileiros no trato com os internados. A situação nesse aspecto era tão ruim que a enfermeira Heloisa Villar, internada num hospital dos EUA para se recuperar de doença adquirida em campanha, resolveu voluntariamente permanecer nos EUA para ajudar a atender os pacientes brasileiros após receber alta.
Das 72 “enfermeiras” enviadas pela FEB, apenas cinco tinham formação na área. 
A questão dos soldos também foi fonte de problemas, sendo pagos tardiamente, impedindo durante muito tempo os pacientes de realizarem pequenas despesas do seu interesse. Nesse aspecto quem mais sofreu foram os subtenentes brasileiros. Deles eram cobradas diárias nos navios hospitais dos EUA com se fossem oficiais, prática adotada na hierarquia militar dos EUA. Contudo, de acordo com a hierarquia brasileira, eles deveriam receber vencimentos correspondentes aos soldos pagos aos praças, o que certamente representou mais uma fonte de conflito para as autoridades militares do Brasil resolverem nos EUA.
Mas nada se compara à angústia pela qual passaram os mutilados de guerra, que dependiam de próteses e membros artificiais para suas atividades diárias. Não havia garantias de que o governo brasileiro iria pagar por isso quando deixassem os hospitais dos EUA de volta ao Brasil. A própria volta ao Brasil não foi garantida pelo governo Vargas. Muitos meses após o fim da Segunda Guerra Mundial ainda haviam dezenas de pacientes brasileiros obrigados a viver como exilados em hospitais dos EUA, face à indiferença do governo para com o seu destino. Foi somente apelando por carta diretamente à filha de Vargas que os últimos sessenta internos brasileiros conseguiram afinal voltar à pátria em fins de 1945.
Jipe da FEB transportando feridos em combate para o hospital.
- Como os EUA lidaram com a situação?
Na ausência de qualquer acordo formal, as autoridades estadunidenses se esforçaram em oferecer aos pacientes brasileiros rigorosamente o mesmo tratamento que dedicavam aos seus próprios internados.
Aliás, se não fosse pela atenção e cuidado que dedicaram aos brasileiros, provavelmente todos eles teriam morrido de frio. É um alívio, mas também um constrangimento, constatar na documentação pesquisada o cuidado que as autoridades dos EUA no Recife dedicaram aos enfermeiros brasileiros em trânsito para hospitais daquele país. Percebendo que os uniformes brasileiros eram claramente insuficientes para suportar o inverno em Nova York, se apressaram em retirar dos seus próprios estoques as roupas e agasalhos que foram fornecidos ao pessoal médico. Como resultado, médicos, enfermeiros e pacientes brasileiros nos EUA ficaram a maior parte do tempo usando fardamentos do exército norte-americano, o que certamente foi mais uma fonte de vexames e conflitos para todos eles.
Autoridades de Washington comunicavam aos seus colegas brasileiros as necessidades dos compatriotas feridos e doentes em diversos hospitais dos EUA. Estes, por sua vez, apelavam ao Ministério da Guerra para verem atendidas pelo menos as necessidades mais essenciais dos internados, obtendo nessa missão sucesso apenas relativo. Não cabe dúvida sobre nossa dívida de gratidão para com as autoridades dos EUA nessa questão. Se tivessem se mostrado indiferentes, nossos doentes e feridos de guerra teriam sofrido ainda mais, de forma cruel e desnecessária.

- Qual a importância desse episódio no contexto do livro?
O que se pode concluir das evidências colhidas pela pesquisa que deu origem a esse livro é que o entendimento da história dos veteranos e veteranas de guerra da FEB em seu processo de reinserção social começa no tratamento que receberam nos hospitais militares estadunidenses durante e depois da Segunda Guerra Mundial. Do grau de sucesso desse tratamento é que se entende o maior ou menor êxito do processo de reintegração social desses ex-combatentes na vida civil no pós-guerra. Esse episódio tem também muito a nos ensinar sobre a história das relações internacionais militares do Exército Brasileiro. É de se esperar que, no futuro, mais eventos, episódios e personagens envolvidos com o tema se tornem objeto de pesquisa dos historiadores.
.
Dennison de Oliveira também publicou pela Editora Juruá os livros
“Os Soldados Brasileiros de Hitler” (2008),
“Os soldados alemães de Vargas” (2008),
“O Túnel do Tempo: um estudo de História e Audiovisual” (2010) e
“História e Audiovisual no Brasil do Século XXI” (2011).

Fotos: Acervo do OCIAA / National Archives and Records Administration II
Colaborou: André Felipe Cândido da Silva

Textos correlatos:

COMENTO
O conteúdo desta postagem só ratifica a certeza de que a sociedade brasileira nunca teve preocupação para com seus militares. O desdém para com os Heróis da FEB iniciou coevo ao final da Segunda Guerra e se mantém até os dias atuais, quando não se vê nenhuma atitude por parte das autoridades em prol dos que dedicaram sua mocidade, saúde e até a vida em defesa da Democracia. É o mesmo menosprezo oferecido aos que livraram o Brasil, em 1935 e 1964, das garras do socialismo/comunismo. E será a mesma indiferença ofertada se por acaso as Forças Armadas atenderem o canto das sereias para, de novo, colocarem este país nos eixos.
Mujahdin Cucaracha/montedo.com

1 de julho de 2015

Concentração de militares em frente ao Congresso teve presença de representante da Defesa

Ministério da Defesa reconhece como válida a concentração de militares e envia representante para a frente do Congresso Nacional.
Na tarde dessa terça-feira cerca de 200 militares das Forças Armadas, em movimento inédito, se concentraram em frente ao Congresso Nacional. Não se pode dizer que foi uma manifestação, foi na verdade uma reunião onde representantes de vários grupos dentro (e fora) das Forças Armadas e vários políticos convidados por Daciolo tentaram chegar a um denominador comum sobre a pauta de reivindicações para os militares das Forças Armadas.
A alavanca desse processo tem sido o deputado carioca Cabo Daciolo. Ele é bombeiro militar e filho de um oficial da Aeronáutica. Daciolo desde o inicio desse ano tem se reunido com vários grupos de militares no Rio e em Brasília para se inteirar dos problemas que ocorrem com a categoria, que ao longo dos últimos anos vem perdendo poder aquisitivo.
A Revista Sociedade Militar acompanhou as reuniões e testemunhou várias vezes o deputado dizendo que se os militares não forem par a rua, se não se unirem, as coisas permanecerão da mesma forma. Aos poucos os militares tem se disposto a participar dos movimentos e com isso Daciolo parece ganhar força.
A reunião em frente ao Congresso nacional começou pouco depois das 15 horas, o deputado se encontrou com os militares em frente ao Congresso Nacional. Entre os presentes estavam também ex-militares da Aeronáutica que lutam pela sua reintegração. Percebeu-se também a presença de lideranças como Ivone Luzardo e Genivaldo. Compareceram também ao local os deputados Cabo Sabino, Júlio Delgado, Ronaldo Lessa e Capitão Augusto.
O Deputado Cabo Sabino elogiou bastante o pessoal do QESA, disse que são persistentes e lutam mesmo por seus direitos. Ele disse também: “Eu acho que vocês deveriam pedir data base... ” .
O deputado Julio Delgado disse que vai tentar mobilizar sua bancada em favor da causa. Ronaldo Lessa, vice-líder do PDT, também declarou apoio.
Ontem, com a votação da redução da maioridade penal, a frente do Congresso estava bem confusa e a concentração de militares acabou não ganhando o destaque que certamente ganharia em um dia de movimento normal. Entretanto, fato importante e que deve ser ressaltado, mesmo Daciolo tendo convocado ATIVA e RESERVA para se fazerem presentes, o que ainda não é comum no país, o Ministério da Defesa enviou um representante, endossando a movimentação como algo perfeitamente legal.
O senhor José Guerra, que foi até o local por ordem de Jaques Wagner, disse algumas palavras com um megafone.
“o ministro já pediu para as três forças… pareceres atualizados a respeito da causa do QESA, QE, 2215… para que a gente não fique empurrando com a barriga… O deputado é nosso interlocutor nessa causa… ”
José Guerra disse ainda que Daciolo receberá planilhas e pareceres para o subsidiar nas demandas e para a reunião que será marcada para a próxima semana. Pouco depois do ato o deputado Daciolo informou que já foi agendada a reunião com o Ministro da Defesa para tratar dos seguintes assuntos: 

Pauta da reunião1- Reajuste Salarial das Forças Armadas
2- MP 2215
3- Reintegração dos Soldados Especializados da FAB
4- Promoção dos QE E QESA”
(Imagens de Comissão QESA)
Sociedade Militar/montedo.com

Redução da maioridade penal: general é agredido por manifestantes durante votação no Congresso

General PAULO CHAGAS foi agredido por manifestantes de esquerda.
paulochagas b_NoName_2015-7-1_9-39-7_No-00O general estava nas proximidades do Congresso Nacional e foi agredido por manifestantes que tentavam impedir que entrasse para acompanhar a votação da Redução da Maioridade Penal. Depois acabou recebendo spray de pimenta nos olhos por parte de policiais que tentavam acabar com a confusão.
Pouco depois do incidente, ainda machucado e com os olhos lacrimejando o general, sempre tranquilo, disse algumas palavras sensatas.
“… Acho que essa gurizada que não sabe o que está dizendo são desorientados e truculentos… isso pe fruto de uma apologia a liberdade que chegou a libertinagem. Ou seja, não há mais direito de outros, só de uns. Estamos na casa do povo, as idéias deveria ser respeitadas. Jovens mau orientados estavam impedindo a nossa entrada, impedindo que nós viéssemos aqui para defender nossas idéias”.
Infelizmente a redução da maioridade foi derrubada. Por uma margem muito pequena. Contudo, observa-se que ocorre um movimento inédito por parte da sociedade honesta e esclarecida. Assim como a composição desse legislativo federal já deixou a esquerda em maus lençóis, a tendência é que a próxima legislatura seja ainda mais voltada aos interesses da sociedade que realmente ama esse país.
Cabe à sociedade manter o empenho e a luta nas redes e nas ruas.
Sociedade Militar/montedo.com

Da série: 'Morro e não vejo tudo!'

Publicado originalmente em 30 de junho


Recebi na área de comentários
Sgt SILVA disse...O 62º BI é uma das mais tradicionais OM do Brasil. Teve sua origem no Regimento do Moura/1737, oriundo de Portugal, esteve sediada em cinco estados da federação, também participou de 12 batalhas, da 2ª Guerra Mundial e de 3 missões de Paz (Suez, Angola e Haiti). Servi no "Nosso Batalhão" como é conhecido, por quase 19 anos, conheço boa parte do pessoal da B Mus das "antigas". Para quem olha de fora talvez não entenda. Sediado em Joinville desde 1911, cidade catarinense que tem os títulos de cidade das flores, cidade dos príncipes, cidade da dança e cidade das bicicletas (devido ao grande número de ciclistas).

FAB afasta sargento controlador de vôo para apurar incidente com distância entre aviões

Segundo a FAB, aeronaves ficaram separadas por 4 km durante voo.
Incidente de tráfego aéreo foi registrado no domingo (28), na Bahia.

Do G1 BA
Salvador (BA) - Um controlador de tráfego aéreo da Força Aérea Brasileira (FAB) foi afastado preventivamente das funções operacionais em Salvador para investigação de um incidente de tráfego aéreo. A ocorrência registrada foi a proximidade de 4km, lateralmente, entre duas aeronaves, durante voo na Bahia. A FAB ressaltou que a distância, apontada pela análise das imagens do radar de controle do tráfego aéreo, não representou risco para as aerovanaves. O incidente foi registrado no domingo (28).
De acordo com a Força Aérea, está previsto em normas do Sistema de Controle do Espaço Aéreo que, em situações como esta, o controlador envolvido seja afastado preventivamente até a conclusão da investigação. Ainda de acordo com comunicado emitido nesta terça-feira (30), o militar passará por avaliações médicas e psicológicas, além de uma reciclagem operacional. O objetivo, segundo a FAB, é garantir a segurança do controle do tráfego aéreo.
A Força Aérea Brasileira não divulgou informações sobre a rota das aeronaves e nem especificou qual distância seria considerada adequada para evitar a ocorrência do incidente aéreo.
G1/montedo.com

Wagner a Obama: visita marca o início de "nova fase" com EUA na área de defesa


Washington, 30/06/2015 - O ministro da Defesa, Jaques Wagner, cumprimentou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, após ter participado hoje (30) de encontro entre a presidenta Dilma Rousseff e o chefe de estado norte-americano, na Casa Branca.
Durante a visita, Wagner disse a Obama que a relação entre os dois países entra em uma "nova fase", ao fazer breve relato dos avanços obtidos em reunião ontem (29) em Washington com o secretário de Defesa Ashton Carter. Na ocasião, foi discutida a possibilidade do desenvolvimento de um projeto entre Brasil e EUA que inclui a associação tecnológica entre ambos e a busca de novos mercados para as indústrias de defesa brasileiras e norte-americanas.
Wagner reforçou o convite já feito em março de 2011 quando Obama esteve em Brasília (DF). O ministro da Defesa disse ao presidente americano que quando ele retornar ao Brasil, é para programar uma visita à Bahia.
O ministro, que integra a comitiva da presidente Dilma Rousseff aos EUA, participa de almoço oferecido pelo vice-presidente Joe Biden e do encerramento da Cúpula Empresarial Brasil-EUA . À noite, seguirá para São Francisco acompanhando a equipe.
DEFESA/montedo.com

Pô! Mais uma, STM???

“Descuido”...

O Superior Tribunal Militar criou recentemente uma norma interna que passou a exigir quatro votos - e não um - em processos de admissão de embargos infringentes. O critério foi considerado ilegal pelo STF.
Ao votar, no Supremo, o ministro Marco Aurélio foi sutil: "Quero crer que foi descuido do STM. Quero crer"... (R. A.)
Espaço Vital/montedo.com

Arquivo do blog

Real Time Web Analytics